Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Sorria , a vida é frágil

Hoje um toque de nostalgia...


Estive no hospital, fazendo uma consulta de emergência, nada grave. Mas vi uma cena que me tocou. Uma senhora de 8o anos ia ser internada para um tratamento por uns dias do rim que lhe sobrou. O outro foi retirado há mais de 30 anos. E a enfermeira fazia o costumeiro interrogatório, quando a senhora começou a chorar ao falar da morte do marido, um ano atrás. E disse que a saudade doía dentro dela. E eu senti a sua dor, não digo que igual a dela, mas a dor da perda, da saudade, do como a vida é frágil e rápida. E ao ver o vídeo abaixo não tinha como não compartilhar aqui.


Não no sentido de saudade sofrida, mas de alerta ao não desperdício de momentos. Como um brinde à Vida verdadeira que corre tanto dentro de nós.


Então sorria. Mas sorria lá de dentro. E vá em frente.  

Smile from Misko Iho on Vimeo.

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