Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Mais uma casa japonesa - e para casal com gatos!

Quem me acompanha aqui sabe que gosto da maneira como os arquitetos japoneses resolvem seus projetos, especialmente esses caixotes que "escondem" espaços incríveis lá dentro. E isso tem uma lógica muito minha: eu sempre valorizo muito o interior, não sou uma arquiteta formalista por natureza. E exteriores muito rebuscados também não fazem muito parte da minha maneira de ser. Gosto da simplicidade que tem conteúdo por dentro. E isso tenho encontrado em muitas casas japonesas. E outra das minhas paixões são gatos. Por isso eu TINHA que trazer aqui essa casa caixote projetada por Hosaka Takeshi Arquitetos para um casal e seus dois gatos em Tóquio. 
Um dos princípios do projeto foi mostrar que se pode viver no interior de uma casa como se estivesse na rua. O caixotão visto da rua, mal aberta suas portas, se abre em espaços generosos que parecem maiores pelo aproveitamento e pelo uso abundante da luz natural (eu adoro como os arquitetos japoneses fazem isso!)
 A sensação que essa casa me dá é quase como se fosse um espaço de aventuras, com escadas e portas/janelas que se abrem tornando o ambiente aberto para a convivência humana e felina. Não, não deve ser muito acessível e não é uma casa para a terceira idade, mas me parece bem mais amigável que muitos sobradinhos urbanos que vejo em Porto Alegre com suas inúmeras escadas (escuras), as vezes com quatros ou mais andares! 
 Com quase 150 m2, estrutura em madeira, essa casa mostra que a luz natural, a chuva, o ambiente externo podem ser compartilhados também no interior das residências e que podemos interagir com a natureza como os bichos. Ou quase. 



Fotos e fonte Dezeen

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