Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

Imagem
Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Mais uma casa japonesa - e para casal com gatos!

Quem me acompanha aqui sabe que gosto da maneira como os arquitetos japoneses resolvem seus projetos, especialmente esses caixotes que "escondem" espaços incríveis lá dentro. E isso tem uma lógica muito minha: eu sempre valorizo muito o interior, não sou uma arquiteta formalista por natureza. E exteriores muito rebuscados também não fazem muito parte da minha maneira de ser. Gosto da simplicidade que tem conteúdo por dentro. E isso tenho encontrado em muitas casas japonesas. E outra das minhas paixões são gatos. Por isso eu TINHA que trazer aqui essa casa caixote projetada por Hosaka Takeshi Arquitetos para um casal e seus dois gatos em Tóquio. 
Um dos princípios do projeto foi mostrar que se pode viver no interior de uma casa como se estivesse na rua. O caixotão visto da rua, mal aberta suas portas, se abre em espaços generosos que parecem maiores pelo aproveitamento e pelo uso abundante da luz natural (eu adoro como os arquitetos japoneses fazem isso!)
 A sensação que essa casa me dá é quase como se fosse um espaço de aventuras, com escadas e portas/janelas que se abrem tornando o ambiente aberto para a convivência humana e felina. Não, não deve ser muito acessível e não é uma casa para a terceira idade, mas me parece bem mais amigável que muitos sobradinhos urbanos que vejo em Porto Alegre com suas inúmeras escadas (escuras), as vezes com quatros ou mais andares! 
 Com quase 150 m2, estrutura em madeira, essa casa mostra que a luz natural, a chuva, o ambiente externo podem ser compartilhados também no interior das residências e que podemos interagir com a natureza como os bichos. Ou quase. 



Fotos e fonte Dezeen

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

10 motivos para NÃO fazer arquitetura

Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

Calungas, a representação da escala nos desenhos