Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Less is more. Ou não ?

Como faço uma escultura? Simplesmente retiro do bloco de mármore tudo que não é necessário. (Michelangelo)


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Em um projeto não é muito diferente. Um bom processo é aquele que vai retirando os excessos, vai burilando os conceitos, vai lapidando a ideia. Isso quer dizer projetos ou ambientes minimalistas ? Nem sempre. 
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Grandes soluções surgem enxutas, mas não quer dizer que esse processo de burilamento não chegue ao barroco, ao rococó, ao more. Para mim o more é diferente do over. O over para mim é o excesso, aquilo que não precisa, não é a azeitona de enfeite nem a cereja do bolo, é aquele toque que sobra. Já o less é aquele que finaliza. Que fecha.


Já vi projetos minimalistas brilhantes. Como também vi aqueles que formalmente mais cheios de detalhes também o são. Portanto less is more quando o que não é necessário é retirado.  

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