Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Aproveitando sobras de material em novos móveis

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Essa mesa é feita de sobras de acácia que normalmente iriam para a lata do lixo...ou para a lareira. Essa mescla de tonalidades e o próprio acabamento sem forma sinalizam o caráter único da proposta.   


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E aqui aproveitando pedaços de velhas cadeiras, esse fabricante italiano criou novas peças, todas também com esse caráter de exclusividade.
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Acima - design de Ryan Frank - cria uma série de mobiliário construídos a partir de restos de mesas de escritório usadas.

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E que tal esse aproveitamento de chapas de carros usados ? Tá, vamos convir que o resultado pode ter ficado assim meio over, mas a ideia é bem interessante e merece uma olhada com carinho.

Essa estante quase minimalista é trabalho de Amy Hunting e é de uma simplicidade franciscana mas com um resultado bem bacana. 
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E essa bela poltrona que mostra como um bom design pode aproveitar com beleza sobras de madeiras. Ou seja, para todo problema de resíduos pode existir uma boa solução, mais artesanal ou mesmo mais industrial. O que importa é se debruçar sobre a questão, contratar um bom designer e aproveitar aquele nobre material que poderia ir fora. 

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