Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Restaurante temporário sustentável



Gosto muito de propostas que sejam coerentes e tenham uma bagagem conceitual sólida. O que parece ser o caso desse projeto que envolve comida e arquitetura sustentáveis e que quer disseminar que boas práticas podem- e devem - ser realizadas para aumentar nosso bem estar.

O Joost Greenhouse  é uma proposta de restaurante temporário que promove técnicas de construção e processos operacionais sustentáveis e que foi inaugurado em Melbourne, Austrália, no inicio de 2011. A ideia é que mantenha sua linha básica na tournée por várias cidades do mundo, sofrendo as adaptações que os locais exijam.  

Pelas fotos já dá para ver que os materiais usados são caixas de embalagens e de transporte, que são forradas de palha e recebem plantações de morangos, batatas, plantas que são usadas no cardápio do restaurante.


Os cuidados com a construção e projeto fazem com que os banheiros usem um sistema onde a água usada para lavar as mãos é usada para a descarga do vaso, as cadeiras são recicladas de sinais antigos de trânsito.


Alguns talvez tenham um estranhamento com as formas, mas ele é instigante justo por isso. Mostra que quase nada precisa ser jogado fora para que se tenha um espaço interessante e criativo dentro das cidades. 

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