Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Restaurante temporário sustentável



Gosto muito de propostas que sejam coerentes e tenham uma bagagem conceitual sólida. O que parece ser o caso desse projeto que envolve comida e arquitetura sustentáveis e que quer disseminar que boas práticas podem- e devem - ser realizadas para aumentar nosso bem estar.

O Joost Greenhouse  é uma proposta de restaurante temporário que promove técnicas de construção e processos operacionais sustentáveis e que foi inaugurado em Melbourne, Austrália, no inicio de 2011. A ideia é que mantenha sua linha básica na tournée por várias cidades do mundo, sofrendo as adaptações que os locais exijam.  

Pelas fotos já dá para ver que os materiais usados são caixas de embalagens e de transporte, que são forradas de palha e recebem plantações de morangos, batatas, plantas que são usadas no cardápio do restaurante.


Os cuidados com a construção e projeto fazem com que os banheiros usem um sistema onde a água usada para lavar as mãos é usada para a descarga do vaso, as cadeiras são recicladas de sinais antigos de trânsito.


Alguns talvez tenham um estranhamento com as formas, mas ele é instigante justo por isso. Mostra que quase nada precisa ser jogado fora para que se tenha um espaço interessante e criativo dentro das cidades. 

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