Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Pequeno apartamento minimalista

Acho tão interessante ver como os espaços são tratados em diferentes países e culturas. Me lembro que na época da faculdade uma amiga paraguaia foi reproduzir o que era comum em seu pais, a circulação por dentro dos quartos, e recebeu uma sonora bronca dos professores no que consideraram um erro primário para a NOSSA cultura. Essa lição me ficou. Antes de criticar um projeto, procure entender as circunstâncias que o geraram.


E um pouco antes de ver esse apartamento bem minimalista japonês, estava vendo um projeto desses caixotes que eles fazem por lá, mas que tinha um interior riquíssimo em termos de luz. O que também acontece aqui. Admiro demais como alguns arquitetos japoneses conseguem trabalhar com economia de espaços transmitindo amplidão. Muito branco, poucas cores. Uso de divisórias bem colocadas, uma herança que trazem de longa data, fazem com que suas metragens se multipliquem e se tornem universais.


Detalhes de luz bem colocados, umas pinceladas de cores, um verde estratégico. E eis que o minimalismo se transforma em pura poesia. Quem não gostaria de morar em um local assim ? 


Vi as fotos AQUI
E AQUI a fonte original
Projeto : Bakoko

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