Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Trabalhando em meio a arvores

Esse intrigante projeto abriga a sede de duas empresas em Paris - a Pons e Huot. Possui salas individuais para os diretores, escritórios abertos para os outros funcionários, sala de reuniões, sala comum de lazer, cozinha e é claro vegetação exuberante. 


Uma edificação industrial do século 19 com sua tipica estrutura em aço foi restaurada e ganhou uma unidade de madeira sólida de carvalho e os espaços individuais foram marcados por cúpulas em acrílico que formam um ambiente ao mesmo tempo individual e público, pois a transparência foi usada de maneira a garantir essa visibilidade do ambiente. As árvores Ficus Panda se harmonizam com o ambiente de trabalho, o tornando leve, humano e bonito.  


Projeto de Christian Pottgiesser - Veja seu site  AQUI

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