Blog da Arquiteta Elenara Stein Leitão que, desde 2004, fala sobre arquitetura, urbanismo, interiores e design abordando assuntos ligados à sustentabilidade e uma concepção de espaços que conciliem bom gosto, funcionalidade e aconchego com um toque humano.
Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...
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Eco-dicas para renovar sua casa
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Algumas idéias para pensar e realizar na transição do inverno para o verão e deixar sua casa –e sua vida – um tantinho mais sustentáveis. Inspirada no artigo que li AQUI.
1. Defina metas realistas
Significa que você não precisa se desesperar e trocar todo seu mobiliário por outro de madeira de demolição, mas apenas averiguar o que pode ser aproveitado e como pode ser adequado para novos usos. Quem sabe se ao invés de comprar um armário novo, reformar aquele velho da vovó (desde que não esteja minado de cupins) pode dar um novo charme ao seu dormitório?
Pé que máquina de costura aproveitado como mesinha de canto, sobre a mesa (desenho da Arquiteta), modulo em mdf pintado
permite o uso de luminárias sem que seja preciso quebrar paredes. Esse módulo foi reaproveitado no novo apartamento da cliente.
Projeto Arq. Elenara Stein Leitão - 2001
2. De grão em grão, ou como pequenas mudanças de estilo de vida podem levar a grandes resultados Escolha um projeto de cada vez. Aprenda a fazer as coisas e a manter tudo organizado. Aproveite um fim de semana para se livrar de velhos cacarecos ou para mudar os móveis de lugar. Quando menos se espera, com pequenas atitudes como essas, os espaços respiram. E podem até aumentar! 3.Use e abuse de produtos frescos e naturais
Se para cuidar de sua saúde você procura comprar alimentos orgânicos , ter sua própria horta, comprar de quem produz perto de sua casa, o mesmo pode ser aplicada ao decorar sua casa. Procure mobiliário e materiais orgânicos e locais, na medida em que for reformar ou comprar novos. Um site bem interessante que pode ajudar é Construção Eficiente 4. Leia os rótulos Ao colocar produtos em sua casa você vai querer saber como os trabalhadores que o fizeram eram tratados, se havia gestão de resíduos, se animais foram prejudicados no processo de fabricação. Então ler os rótulos pode ser de grande auxílio. 5. Desinche os seus espaços Procure ver o que existe em excesso em sua casa, aquelas coisas que apenas atravancam seus ambientes e que podem ser doadas, trocadas ou vendidas. E mãos a obra ! 6. Mas...não desista de tudo que você ama Mantenha o que você ama, apenas doe aquilo que você não vai usar. Recupere e garimpe as peças de família que lhe dizem alguma coisa, uma casa deve ter alma e personalidade. Não jogue a sua no lixo.
7. Não seja excessivamente restritiva Ou seja, encontre o seu estilo. Se ele é clean, use e abuse de algo que lhe diz ao coração. Mas se tiver uma alma mais barroca e o design minimalista for a tendência, opte pela sua alma e seja feliz. Encontre um olhar que reflita a sua vontade pessoal dentro do eco-estilo.
Fonte: www.marthastewart.com Uma pequena mudança pode renovar o visual da velha cadeira de estimação
8. Mantenha um diário. Crie um diário de projetos e um arquivo permanente dos recortes de revistas, retalhos de tecido ecológico e artigos que irão ajudá-lo a alcançar seu objetivo de se tornar mais sustentável.
Fonte: www.marthastewart.com
9. Exercite-se frequentemente Faça limpezas periódicas e aprenda a fazer algo com suas mãos e mente, seja artesanato, seja pintura em paredes. 10. Faça um álbum antes e depois
Projeto Arq. Elenara Stein Leitão - Antes e depois - reforma em cozinha
com aproveitamento dos móveis
Você nem vai acreditar nas mudanças que pode fazer em sua casa !
Essa casa super simpática me lembrou de imediato duas referências: Uma, os edificios em Atenas que ficavam perto do meu hotel. Todos tinham imensas floreiras que fazia com que ficassem tão simpáticos! Mas olhando com mais foco, me veio a segunda referência. Na verdade as fachadas da frente e fundos são como segundas peles, floreiras que criam um micro clima super agradável no interior do prédio. Justo como a casa do colega Oscar Muller. Eu juro que tenho fotos no computador, mas não consegui acha-las para colocar aqui. A dele é uma casa de vila e, na parte dos fundos, tem uma cortina de metal onde as plantas, em geral trepadeiras, se mesclam e criam um efeito super interessante. Não achei mais referências sobre esse projeto no site e não sei o autor do projeto e nem como é feita a manutenção das floreiras. Em algumas se tem alcance por dentro da casa, em outras me pareceu um pouco complicado, mas o conceito é super bom. PS: O Elcio no comentário abaixo deixou o link com ...
Arquitetura....sonho dourado de muitos jovens que sonham com um futuro glamouroso e cheio de notas na conta bancária. Mas será realmente assim? Veja algumas razões de porque NÃO fazer arquitetura. 1- Principal motivo: DINHEIRO. Para os que visam a recompensa financeira em primeiro lugar: Arquitetura não é uma mina de ouro. Esqueça os figurões que vê na mídia com escritórios em Miami e Paris. Eles são a minoria da minoria. A grande maioria dos colegas arquitetos está ralando em seus escritórios ou em escritórios alheios. E ainda faz bico no fim de semana. 2- Recompensa intelectual : Tudo bem, não vou ganhar rios de dinheiro, mas vou ser reconhecido como uma pessoa criativa e maravilhosa que vive para ajudar os outros. Sim! Ajudar os amigos, parentes e conhecidos dando palpites de como eles podem arrumar suas casas e espaços. Palpite não é projeto , lembre. Sem contar que fica horas pesquisando para achar soluções interessantes e vem alguém e copia. E leva as glórias. 3- Saúde ...
Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...
Fonte Embora as fotografias de Arquitetura raramente tenham seres humanos, as representações gráficas dos projetos as tem. As calungas. Este nome esquisito foi o que aprendi a nominar a representação humana nos desenhos, a tal da escala humana, que mostra de maneira mais clara como os espaços se conformam em proporção aos nossos corpos. Fonte Hoje é muito comum que tenhamos blocos de seres humanos, animais e plantas em todos os programas gráficos. E há sites onde podemos buscar figuras das mais diversas etnias e movimentos para humanizar nossas plantas e perspectivas. Me lembrei das calungas ao falar com um colega arquiteto, bem mais jovem que eu, que me mostrou fotos de projetos da década de 80, com simpáticas figuras, simulando movimentos. E, para minha surpresa, ele nunca tinha ouvido falar do termo calunga. Como eu nunca tinha parado para pensar sobre isso, fui dar uma rápida pesquisada e achei que o termo tem origem africana e talvez tenha vindo e...
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