Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Transitions Towns

Transitions Towns é um movimento que visa a união coletiva pela busca de um design de transição das nossas  cidades para uma lógica mais sustentável. Através da busca coletiva de soluções para as questões urbanas mais preementes como novas formas de consumo e uso de matrizes energéticas mais sustentáveis.

http://transitionbrasil.ning.com/

Um exemplo : TOTNES (UK)



A cidade de Totnes é o exemplo do movimento pelas cidades auto-suficientes e contra as alterações climáticas. Localizada na Inglaterra, com menos de 10.000 habitantes, uma tipica cidade pequena inglesa que é a cidade de transição mais desenvolvida do mundo, pioneira do movimento das comunidades que lutam pela redução do consumo de energia e de carbono, e com o desafio é encontrar a auto-suficiência. Foi criada uma moeda própria :  a libra de Totnes, que permite que haja um gasto menor de energia no consumo de mercadorias locais.  

"O grande objectivo de Totnes, como cidade de transição, é a relocalização da produção, da distribuição e do consumo, e que a maioria dos postos de trabalho seja ocupada por gente da zona, e que os alimentos, a energia e a água sejam gerados na própria comunidade. "O importante é pensar em termos globais e actuar em termos locais", afirma Longhurst, "e estarmos preparados para a crise sem nos sentirmos infelizes com isso."
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