Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Japão cria a casa sem pegada de carbono


Fonte: Valor Econômico – 08.07.2008

A casa, de 200 metros quadrados, tem a capacidade de gerar toda a energia necessária para uma família de quatro pessoas sem deixar pegada de carbono, ou seja, sem provocar impacto ambiental, segundo o governo japonês. Entre os eletrodomésticos instalados nela, muitos já à venda no Japão, há uma lavadora que não precisa de água e um ar-condicionado que percebe onde as pessoas estão numa sala e, automaticamente, emite ar frio na direção delas.

A casa usa um gerador eólico e um sistema de geração fotovoltaico, que converte diretamente luz em eletricidade e produz cerca de 15 quilowatts de energia elétrica por dia, cerca de cinco vezes a quantidade usada numa residência média.

A lavadora sem água é o modelo mais recente da Aqua, da Sanyo Electric Co., uma máquina três em um que usa ozônio para lavar a roupa sem uma única gota d'água. O processo de "ozonização" - que desinfeta as bactérias no contato - pode limpar as roupas com ar, removendo cerca de 80% das manchas biodegradáveis, diz Ryo Hagiwara, porta-voz da Sanyo.

Segundo a empresa, um ciclo completo de lavagem a ar gasta quase o dobro de eletricidade que uma lavagem normal, mas apenas um quinto da energia de um ciclo completo de lavagem e secagem - em parte porque a lavagem a ar não precisa de secagem. A lavadora também pode reciclar a água usada do banho para uma lavagem normal.

O novo aparelho de ar condicionado sensível a humanos, da Electric Corp., também só disponível no Japão, detecta o movimento e localização das pessoas usando sensores de calor. O aparelho, então, emite ondas de ar direcionadas especificamente para eles. Isso pode economizar até 50% de energia elétrica, segundo informa a companhia.

Há também um aparelho de TV de cristal líquido da Sharp Corpo com apenas dois centímetros de espessura, ainda não à venda, que consome apenas metade da energia necessária para os modelos atuais, afirma a empresa. A Sharp apresenta ainda uma série de painéis de energia solar com células semitransparentes que podem ser instalados em janelas.

Mas ainda existem obstáculos. Um deles é que os produtos feitos para preservar o meio ambiente são caros. O ar-condicionado da Mitsubishi custa 200.000 ienes (US$ 1.873), ou cerca de um terço mais que os aparelhos convencionais, segundo a empresa. A lavadora Aqua da Sanyo pode ser 80% mais cara do que uma lavadora e secadora equivalente.

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