A cidade que envelhece com dignidade

Imagem
Uma cidade envelhece como as pessoas e deixa também cicatrizes visíveis. O viaduto que já foi resposta e agora virou problema. A estação de ônibus fechada onde o eco das despedidas ainda ressoa nas paredes vazias. O casarão que insiste em existir entre os edifícios novos. Esse envelhecimento pode ser inteligente, quando as marcas do tempo ensinam sobre escala humana, sobre materiais que resistem, sobre a sombra que o concreto não fabrica. Mas, infelizmente, pode também ser um envelhecimento de abandono: quando a memória vira pretexto para a inércia, e a tradição serve para justificar o descaso. Existe uma diferença que importa muito entre preservar e fossilizar. Preservar é manter viva a conversa entre épocas. Fossilizar é cobrir a cidade com o verniz do passado e chamar isso de respeito. Uma rua medieval que ainda pulsa, ainda abriga comércio e moradia, ainda tem gente que troca palavra na soleira, continua sendo cidade. Quando para de circular, vira cenário. A cidade que envelhece be...

Paulo Mendes da Rocha - Entrevistas

" Essa é uma questão mais particular, porque tudo é público. A idéia de espaço já envolve o público. Não há espaço privado. O conceito de espaço contém a dimensão pública, uma dimensão pública de seja o que for. Você vê a casa da dona Zica, da Mangueira, que fazia a feijoada. A casa dela se tornou pública. Não há espaço privado, é público se é espaço."

A revista Carta Capital está reproduzindo no seu site http://www.carosamigos.com.br/ uma entrevista muito interessante com o arquiteto Paulo Mendes da Rocha. (como o link antigo não existe mais, consegui resgatar a entrevista AQUI)
PS:


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

10 motivos para NÃO fazer arquitetura

Calungas, a representação da escala nos desenhos

Arte com resíduos no canteiro de obras - Mestres da Obra