Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Construção com terra e técnicos locais resgata tradição no Japão


O resgate de um trabalho de mestres carpinteiros das 
Ilhas Shiwaku resultou neste trabalho que fez parte da Trienal de Setouchi 2013

Essa técnica de construção da ilha teve origem com os carpinteiros navais e foi levada posteriormente à construção de casas. Mas a medida em que esse tipo de trabalho foi sendo deixado de lado e os mestres iam envelhecendo e se aposentando, corria-se o risco de perder essa memória. Foi assim que o arquiteto iniciou o trabalho de resgate e preservação da técnica dos carpinteiros há duas décadas atrás, já imaginando como usar essa tecnologia em algum trabalho seu. E mantém também uma escola de carpintaria Shiaku com crianças locais. 

Num dos desastres naturais da região, tiveram a oportunidade de testar um material que não é muito comum na região: a construção com terra. Bastante comum no Brasil,  onde o adobe serviu para a construção de várias edificações, o uso da técnica de taipa de pilão parece ter sido trazida da China quando a ilha de Honjima mantinha contatos com o continente. Na ilha sem muitas opções de material de construção usou-se o método "Hanchiku" que mistura cal e terra do mar. 

Foi acima de tudo um trabalho cooperativo que reuniu cerca de 300 pessoas socando a terra com a união de poucos mestres carpinteiros, mais a equipe do arquiteto. O resultado pode ser visto nas fotos abaixo. Tanto interna como externamente podemos ver uma edificação com personalidade ao mesmo tempo que preserva a cultura local. 






Fonte

Arquitetura  http://koshiki.ne

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