Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Gerar energia com o nosso movimento

Uns anos atrás eu fiquei encantada ao ler a notícia de que uma casa noturna na Europa ia ter uma pista que iria gerar energia pelo movimento de dança das pessoas. Na época me pareceu fantástico que se aliasse a movimentação (super necessária para a vida e saúde) com a geração de energia(super importante para o futuro do planeta). E não importava se essa geração fosse pouca, o simbolismo do ato me parecia suficiente.
Então foi com alegria que soube que o primeiro campo de futebol que aproveita a energia cinética dos jogadores para acender as luzes que o iluminam já existe. E foi inaugurado no Brasil, mais precisamente no Morro da Mineira no Rio de Janeiro. Parceria da start-up inglesa Pavegen com a Shell. 

Essa tecnologia, que já testada pela primeira vez nas Olimpíadas de Londres 2012 e hoje já é usada em vários locais públicos, está sendo usada na comunidade de forma pioneira. Duzentas
placas, feitas com 80% de material reciclado, foram instaladas sob o gramado sintético. O movimento dos jogadores gera a energia que, em conjunto com painéis fotovoltaicos, serve para iluminar a quadra. Também nem tudo são flores já que li que os moradores se queixam de que o custo, para eles, do uso das quadras é oneroso. Mas sigo com o mesmo raciocínio de antes, o simbolismo da implantação me encanta.  

Aliar duas necessidades mais que urgentes da vida moderna, o se movimentar com a geração de energia me parece o objetivo mais interessante. Seja para iluminar quadras, seja para recarregar celulares, seja para o que for. Imaginem estradas que possam recarregar carros elétricos, correr em uma esteira que seja recarregada pelos nossos passos. Uau! Bingo! Merece sim meus aplausos. 
Fonte: Globo

Dica do colega Wagner Gonzalez 

Pavegen - Phone charging from Pavegen Systems Ltd. on Vimeo.

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