Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Tiny houses - casas minúsculas

Cada vez mais vemos exemplos de casas quase minúsculas como sonho de pessoas que muitas vezes as constroem pessoalmente, um DIY (Do It Yourself - ou Faça por si mesmo) que saí dos espaços internos e alcança a construção de residências em países considerados mais ricos. Sim, porque essas casas minúsculas são encontradas nos países mais pobres, mas sem talvez os requintes de sustentabilidade e charme que essas Tiny Houses tem nos revelado. Muitas são quase motor homes, dispondo de rodas para se movimentarem. E procuram usar de mobiliário multi funcional para ampliar os espaços internos. 
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Algumas usam de tipologia baseada nas tradicionais casas maiores, as que estamos acostumados a ver em filmes americanos, as famosas casas de subúrbio, que eram o sonho de consumo das famílias que cresciam e se estabilizavam.

Outras usam de materiais mais inovadores e formas mais puras.
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Outras procuram adaptar necessidades especiais como essa, planejada para pessoas altas. Sim, fico imaginando que a ideia de casas minusculas se parece com a casa dos sete anões da Branca de Neve, onde se tem que entrar meio curvado pelo pé direito baixo. Ops! Isso também me lembra certos apartamentos modernos onde, para se ter mais andares, se encolhe a altura interna. E ainda se faz forros de gesso(!) para acomodar as milhares de luminárias que fazem a felicidade dos projetistas (e das lojas de iluminação). Então pés direitos de 2,20 não são ficção hoje em dia...
Casa minuscula para pessoas altas

Algumas casas minúsculas podem ter, além de formas mais arrojadas, outras funções. Navegar, por exemplo. Um refúgio de fim de semana, ou uma casa onde se pode percorrer mares nunca dantes navegados. "Navegar não é preciso". Preciso de precisão, de saber os rumos corretos, de ter certezas de rotas...
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Para quem tem foco na sustentabilidade até mesmo paletes podem ser usadas. E com um bom resultado.  
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Enfim, modelos e propostas as mais variadas podem ser vistas nas redes sociais e na web. Cada uma conta um história. Cada uma fala de sonhos e pessoas que as conceberam como propostas de vida. Foi nesse sentido que nasceu um filme documentário : TINY (Trailer abaixo)
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Na história da humanidade a casa sempre foi abrigo. Função primordial. Passou por vários outros simbolismos, principalmente de poder. Só analisar como os espaços crescem na medida em que cresce a conta bancária do proprietário. Palácios e modernas mansões mostram o quanto isso é verdadeiro. Passar a optar por casas minúsculas também passa um recado. Estejamos atentos a ele.
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