Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Quem vê fachada não imagina o interior - Case House


Uma casa minimalista. Um espaço amplo e claro como os projetos japoneses.


O programa: um residência pequena para um casal com uma filha pequena. Projeto de Jun Igarashi Arquitetos em Sapporo, uma grande cidade japonesa. Eis a Case House.

A forma? Um retângulo branco com janelas. Mas no interior! Um enorme espaço aberto com sete metros de altura aproximadas e ligados por duas escadas esculturais! 

São três níveis. No primeiro a sala de estar e três pequenos lofts. A do meio para a menina. E o último nível para o dormitório dos pais. 



Observações: Já cansei de dizer que adoro projetos japoneses e como sabem lidar com a fachada e programa externo causando surpresas e encantamento. Mas apesar de todas as belezas do projeto, ele não é obviamente um projeto acessível e nem lá muito seguro para crianças pequenas. Aquele mezanino aberto (eu aposto que ele tem vidros...mas mesmo assim....) me dá arrepios, ainda mais ao ver o tamanho da menina descendo as escadas. Mas vai ver que é o meu lado cuidadoso que fala mais alto. Mas é um belo projeto e um belo aproveitamento de espaço, promovendo a amplidão em um espaço não muito grande.

E vocês? O que acharam ?

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