Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Design ativo - focando edificios mais saudáveis- escadas

Sabe-se que faz parte do conceito de Design ativo a constatação da necessidade de se projetar ambientes e construir cidades mais saudáveis. Já existe uma preocupação da associação de arquitetos americana em mostrar como a arquitetura pode salvar vidas. Um dos grandes problemas modernos é o sedentarismo e a consequente obesidade que também são agravados por soluções de projeto que geralmente são usadas em nossas cidades e edifícios.Entre muitos dos problemas que conhecemos em nosso ambiente construído podemos citar a síndrome do edifício doente e a poluição urbana. Mas também sabemos que o se mexer exige espaços qualificados, sejam nas cidades, sejam em nossas casas


Todos já conhecemos nossos edifícios padrão, sejam residenciais ou comerciais, eles em geral tem mega entradas que levam a...mega elevadores. E as escadas ficam lá escondidas por portas de proteção contra incêndio. Só as usamos em último caso. Mas, e se fosse diferente? Se pudéssemos aliar a segurança à um visual mais agradável? Ou se contássemos com opções como as dos shoppings (alguns) que contam com escadas ao lado das escadas rolantes? E se essas escadas fossem sinalizadas de maneira mais rápida que as outras? Quantas pessoas poderiam utiliza-las preferencialmente e formar o hábito saudável de subir degraus?
Campanhas como a de cima podem induzir as pessoas a procurarem usar mais as escadas. Além disso escolhas de projeto podem fazer com que elas apareçam em primeiro plano, sejam mais claras, mais atraentes, mais convidativas ao uso cotidiano. Muita luz e corrimão adequados podem favorecer também o seu uso.
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Oferecer rampas, usar de formas de projeto que valorizem as escadas como essa escada quase escultura podem também valorizar o projeto e a saúde dos usuários. Fazer com que a escada seja o ponto focal dos espaços pode gerar um edifício bem mais prazeroso. 

Vou dar um exemplo interessante: no edifício onde tenho o escritório, que é mais antigo, a escada tem iluminação natural e fica em frente ao corredor de acesso. O elevador fica ao lado, mas mais escondido em um corredor. Várias pessoas subiram seis (!) andares de escada até o meu andar porque não olharam para o lado e nãos e deram conta de que havia elevador...    
 

Vejam aqui um estudo que analisa prédios de referência no Brasil para checar se privilegiam em seus projetos os pontos do Design ativo.



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