Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Cidade para os cidadãos e cidadãos para a cidade

Vivemos tempos em que as pessoas disputam espaços em templos de consumo. Eu creio que ninguém deve ser impedido de entrar onde queira desde que em relativa ordem (definir os limites do que seja ordem é que são elas, mas enfim, faz parte das sociedades ditas civilizadas definir o que pode ou o que não pode, desde que respeitadas a isonomia de ir e vir). Mas o que realmente me incomoda é que locais de consumo sejam hoje uma das principais formas de lazer de todas as classes sociais. E os parques? E a rua? Como estamos distantes desses espaços que, com algumas exceções, se encontram bem mais em bairros de classe media e alta do que em bairros de classes menos abastadas. Mas, é difícil fazer um projeto mais inteligente? Um que valorize espaços públicos e os transforme em espaços para pessoas? Nem tanto. Vejam esse exemplo de Tirana na Albânia. Vemos como uma organização sem fins lucrativos, a Co- PLAN, tem trabalhado para promover uma mudança, em parceria com as comunidades, fazendo acontecer uma cidade para os cidadãos e cidadãos para a cidade.

No vídeo abaixo um exemplo em que uma equipe de criação e execução atua em parceria com a comunidade para fazer de um espaço vago, um belo local de divertimento para as crianças, usando materiais como paletes e pneus usados, e com muita vontade de trabalho, criatividade e trabalho conjunto.



Vacant Public Space Turned Into Colorful Playground from Slovak Governance Institute on Vimeo.

Outro exemplo de trabalho da Co-PLAN é essa parada de ônibus feita com garrafas pet. Esse projeto do MetroPOLIS Studio fez parte do Tirana Architecture Week, um evento público de 2012 que tinha como objetivo promover o uso de materiais recicláveis nas cidades da Albânia.



Soluções simples, viáveis e que apenas exigem parceria. Uma boa ideia de como se pode fazer acontecer bons espaços em uma cidade. 

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