Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Ideias para o forro

Pois é, quem disse que o forro tem que ser sempre branco? Principalmente nos quartos? A gente passa um tempo considerável olhando para cima e bem que merece ver alguma coisa interessante, não é verdade?

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Talvez um céu estrelado, se a gente não pode dormir embaixo de um de verdade, sempre dá para colocar estrelas no forro. Podem ser pintadas, podem ser adesivadas. Podem ser douradas, prateadas ou fosfóricas. O importante é que façam sonhar.

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Mas mesmo forros brancos podem ser incrementados com detalhes. Na foto vemos uma estrutura em madeira que deve servir de apoio para um mezanino. Mas nada impede que se aplique essas peças para dar mais movimento a um forro tão liso ou mesmo cheio de rugosidades.

Mas se o usuário do quarto for alguém mais tecnológico, que tal uma tela imensa sobre a cama?
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Arq. Elenara Stein Leitão
Ideias existem, eu mesma já as usei mais na época em que havia uma demanda por pinturas especiais nos forros. Se usavam céus, nuvens, efeitos marmorizados. Essas práticas foram sendo deixadas de lado com os ambientes mais retos e mais limpos. Os móveis perderam seus apliques em madeiras maciças, seus arredondados, seus detalhes mais rebuscados. Os forros e sancas de gesso idem. Tudo se tornou mais retilíneo. 

Creio que isso teve muito a ver com a produção e maior economia de trabalho. E também com os desenhos a CAD. Blocos prontos, modulação ajustada e tudo se resolve em muito menos tempo.  
Arq. Elenara Stein Leitão
Mas também perde-se um pouco da poesia barroca do personalizar espaços. Muitas casas hoje parecem sempre tão iguais. Talvez seja a hora de retomar o olhar para as alturas e deixar nossos forros mais divertidos. 

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