Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Abrigo de barcos recria história

Um antigo abrigo de barcos norueguês foi a inspiração para a construção dessa nova construção que não apenas se baseou no antigo, como reutilizou materiais dele. Vejam nas fotos o resultado. Belíssimo!
Antigas esquadrias de um edifício das vizinhança foram a base da modulação das novas aberturas.
 A construção se revestiu de cuidados como o uso de materiais que não precisam de manutenção e não agridem o meio ambiente. O uso de portas pivotantes permite que se crie zonas internas/externas apropriadas ao clima local.  

Um exemplo de como manter a história da arquitetura local, mantendo suas referencias em forma e materiais e as adequando a novos usos. 

Projeto:  TYIN tegnestue Architects 
Fotos Pasi Aalto 

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