A cidade também envelhece. E a casa, às vezes, envelhece antes de nós

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Como arquiteta, tenho uma certa implicância com a ideia de que minha profissão seja apontada como algo que começa, e as vezes termina, essencialmente na estética. Talvez porque, depois de tantos anos de prática, trabalhando com espaços internos e externos, e as pessoas que ali vivem e circulam, tenha ficado cada vez mais evidente para mim que uma porta, uma escada, uma calçada ou uma janela podem interferir muito mais na vida de alguém do que aquilo que aparece nas fotografias dos projetos. Quando falamos de envelhecimento, isso fica ainda mais evidente. A realidade nos mostra que o Brasil está envelhecendo rapidamente. Aquela pirâmide etária que aprendemos a desenhar nos livros de geografia já não representa o país que temos. E ainda estamos tentando entender o que isso significa para as nossas casas, para as nossas cidades e para o sistema de saúde. Eu costumo pensar que há uma pergunta simples por trás de tudo isso: onde queremos envelhecer? A resposta da maioria das p...

Arquitetura, espaço e estímulo


Arquitetar é mais do que empilhar tijolos e/ou calcular índices construtivos.
 
É mais que planejar cidades, ambientes, praças, quartos, edifícios.

Para mim é inconcebível traçar paredes sem pensar nas pessoas, no mobiliário, na luz, na construção, no entorno.

Somos seres orientados pelos sentidos. Nossas emoções, nossas melhores lembranças, nossa memória é feita de sons, de cores, de texturas, de gostos. Porque com nossos espaços seria diferente? Acaso moramos em vitrines? Em páginas de mostras de decoração? Ou moramos, trabalhamos, vivemos em locais que nos propiciem sentir mais?

Por isso ler Espaço & Estimulo é uma refrescante imersão nesse afazer arquitetônico cheio de estímulos. Eles nos mostram como os espaços interagem conosco, como podem ser terapêuticos, como podem influenciar em nosso humor e no nosso bem viver.

Deve então o arquiteto ser um pouco polivalente e se imiscuir em outras áreas? Obvio que não, deve é estar aberto para interagir com outros profissionais para que o cliente seja bem atendido em suas necessidades reais e intangíveis, não apenas nas que ele expressa em palavras, mas que ficam expressas nas entrelinhas.

Recomendo a leitura desse delicioso texto em que o Arquiteto Oscar Muller nos expõe com clareza e sensibilidade como podemos – e devemos – pensar, usar e fazer a Arquitetura inteira e verdadeira, voltada para o ser humano.


Agora a boa nova é que você pode ler na íntegra aqui no ARQUITETANDO IDEIAS! Clique AQUI


Sobre o autor:

Oscar Muller : arquiteto e urbanista. Mais que prêmio do IAB, mais que experiência profissional, que é vastíssima, mais que sua atuação como agregador da classe, principalmente em meios virtuais (é moderador de um dos maiores grupos de discussão em Arquitetura no pais), é uma pessoa incrível cuja atuação com o arquiteto é melhor descrita pelas suas palavras (com as quais eu concordo em tudo):

"Porém a maior alegria que, como arquiteto já experienciei, é a felicidade que sentimos quando um cliente vê traduzido no projeto tudo aquilo que ele gostaria, mesmo ítens que havia esquecido ou aspectos que não acreditava haver conseguido explicar. Depois, quando o cliente percorre o espaço e percebe o que sente, ou o que aquele ambiente promove, se dando conta que aquilo não poderia mesmo ser colocado em palavras ou imagens, é pura magia a sensação de saber o trabalho bem feito, emoção que nenhum prêmio ou reconhecimento público pode superar..."

Comentários

  1. Grato por suas mais que generosas palavras, Elenara!

    Elas me fazem parecer muito melhor do que sou, a imagem que você passa foi "fotoshopada" pelo filtro do seu coração, e aquece o meu, principalmente pela origem do elogio...

    Obrigado novamente,

    Oscar Müller

    ResponderExcluir

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