Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Vaidade com sustentabilidade

Vaidade e mulher são quase sinônimos. 


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Uma vez ouvi que na indústria da beleza não existe crise porque se há recessão na economia, mais as mulheres se embelezam para exercer sua arte da conquista. 


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Exagero ? Talvez, mas se olharmos a infinidade de sites, blogs e industrias que existem e exploram o filão da beleza feminina (a masculina começa a ganhar terreno, mas ainda é bem pequena em relação à nossa...) verão que a vaidade feminina é infinda. E ávida por novidades. E seguidora de tendências. E também quer seguir linhas de cosméticos e afins que respeitem a natureza e não agridam aos nossos fios e saúde. Vai-se o tempo em que indústrias usavam animais em testes ou não se preocupavam com o meio ambiente. E é lógico que os templos da vaidade, os salões de beleza, também entrem nesse caminho.


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Ambientes com muito verde, iluminação com LEDs, começa da oferta de equipamentos feitos com materiais recicláveis, separação do lixo (parece ponto comum, mas depois da minha experiência no hospital, já começo a apontar como diferencial nos ambientes), uso de madeira certificada, são alguns dos parâmetros usados nos projetos dos modernos salões.  


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Além da aparência externa é preciso pensar na reciclagem e economia de recursos. Uso de energia solar para aquecimento da água, racionalização da iluminação para evitar aquecimento e gasto desnecessário, e consequentemente economizar no uso de condicionamento artificial). 


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Tentar aproveitar a água usada na lavagem para descargas dos banheiros é outra solução bem vinda, assim como o uso de arejadores e mecanismos que evitem o seu desperdício.


Instalar recipientes para separação do lixo e encaminhar para reciclagem tubos e embalagens usados.


Leia AQUI um estudo de como dotar um salão de beleza de recursos que o tornem mais sustentável ou para, pelo menos, diminuir o desperdício.


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