Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Transitions Towns

Transitions Towns é um movimento que visa a união coletiva pela busca de um design de transição das nossas  cidades para uma lógica mais sustentável. Através da busca coletiva de soluções para as questões urbanas mais preementes como novas formas de consumo e uso de matrizes energéticas mais sustentáveis.

http://transitionbrasil.ning.com/

Um exemplo : TOTNES (UK)



A cidade de Totnes é o exemplo do movimento pelas cidades auto-suficientes e contra as alterações climáticas. Localizada na Inglaterra, com menos de 10.000 habitantes, uma tipica cidade pequena inglesa que é a cidade de transição mais desenvolvida do mundo, pioneira do movimento das comunidades que lutam pela redução do consumo de energia e de carbono, e com o desafio é encontrar a auto-suficiência. Foi criada uma moeda própria :  a libra de Totnes, que permite que haja um gasto menor de energia no consumo de mercadorias locais.  

"O grande objectivo de Totnes, como cidade de transição, é a relocalização da produção, da distribuição e do consumo, e que a maioria dos postos de trabalho seja ocupada por gente da zona, e que os alimentos, a energia e a água sejam gerados na própria comunidade. "O importante é pensar em termos globais e actuar em termos locais", afirma Longhurst, "e estarmos preparados para a crise sem nos sentirmos infelizes com isso."
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