Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

Imagem
Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Mutações essenciais

"Nada termina jamais. Onde quer que alguém tenha plante raízes brotadas do seu eu mais puro ou verdadeiro, ali encontrará um lar".

Um livro marcado por frases, copiadas e/ou sentidas, sublinhando sentimentos afins. Assim foi a leitura de Mutações em 1975. Aos vinte e poucos anos borbulhavam sensações de insegurança e quereres que me faziam entrar nas palavras e senti-las quase como se fossem minhas. Não chegou a ser um livro de cabeceira, mas foi um livro que marcou e ao qual voltei mais algumas vezes naquela década.

Passado o tempo, ele voltou a prateleira, ficou guardado entre os demais, hibernando o seu tempo. Até que...

Vendo TV num dia qualquer, vejo a mesma Liv, diferente no rosto, uma idosa, mas a mesma nos olhos brilhantes, na maneira de menina que se recusa a morrer. E da entrevista passei a leitura mais uma vez. Três décadas depois o livro ainda me marca. Ainda sinto os quereres de antes, ainda me reencontro com aquela parte de mim que até julgava esquecida, abafada pela mulher que se obrigou a crescer. Algumas vezes mais dura do que gostaria. Mas sempre um ser mutante. Mais inteira, com menos insegurancas. Mas também com menos tempo de perspectivas...

Para onde vou..."Talvez não seja tão importante saber. Talvez não seja tão importante chegar.”

(Liv Ullmann - atriz amada de Bergman - em sua autobiografia ‘Mutações’, 1975)

Comentários

Postar um comentário

Sua opinião é super importante para nós ! Não nos responsabilizamos pelas opiniões emitidas nos comentários. Links comerciais serão automaticamente excluídos

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

10 motivos para NÃO fazer arquitetura

Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

Calungas, a representação da escala nos desenhos