Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Paulo Mendes da Rocha - Entrevistas

" Essa é uma questão mais particular, porque tudo é público. A idéia de espaço já envolve o público. Não há espaço privado. O conceito de espaço contém a dimensão pública, uma dimensão pública de seja o que for. Você vê a casa da dona Zica, da Mangueira, que fazia a feijoada. A casa dela se tornou pública. Não há espaço privado, é público se é espaço."

A revista Carta Capital está reproduzindo no seu site http://www.carosamigos.com.br/ uma entrevista muito interessante com o arquiteto Paulo Mendes da Rocha. (como o link antigo não existe mais, consegui resgatar a entrevista AQUI)
PS:


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