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Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

De Casa Vazia a Comunidade Viva: O Sonho que Virou Realidade

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Ela olhou ao redor. A sala arrumada, as plantas bem cuidadas, a luz suave entrando pela janela. Tudo estava em seu lugar. Tudo, exceto a sensação de pertencimento. Os filhos haviam seguido seus próprios caminhos em outros países. Amigos, alguns já não estavam mais aqui. Outros tinham suas rotinas, suas famílias. E ela? Tinha a casa, a segurança, uma vida de classe média relativamente confortável. Mas sabia que algo precisava mudar. O medo veio primeiro. A possibilidade de uma emergência sem ninguém por perto. O risco de uma queda, de uma gripe forte, de um simples pote que não abria. Mas o medo, quando bem direcionado, pode ser um grande motor. Foi então que começou a pesquisar sobre comunidades colaborativas . Encontrou exemplos incríveis pelo mundo. Cohousings na Dinamarca, vilas intergeracionais na Holanda , modelos de moradia compartilhada no Brasil . Pessoas que decidiram envelhecer juntas , apoiando-se, sem abrir mão da independência. E se…? A pergunta ficou martelando na cabeça....