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Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Chontay House usa técnicas e materiais locais no Peru

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© Gonzalo Cáceres Dancuart Minha mãe sempre diz que arquiteto gosta mesmo de terreno pequeno e cheio de restrições porque em terreno muito grande fica tudo muito fácil. Talvez seja verdade, mas quando a gente encontra um exemplo de boa arquitetura em projeto enxuto de pouco mais de 150 m2 em uma área de 5.800 m2 é bom ressaltar. © Gonzalo Cáceres Dancuart Essa joia de casa está localizada no Distrito de Santa Rosa de Chontay Antioquía, em Lima, no Peru. É projeto de  Marina Vella Arquitectos.  Ela aproveitou materiais e mão de obra local para construir seus dois volumes. O partido separado faz com que os usuários aproveitem mais a natureza. As áreas de convívio e cozinha estão em um dos volumes e a área intima está no outro. © Gonzalo Cáceres Dancuart Construções em locais mais íngremes ganham em economia e sustentabilidade quando tiram partido dos materiais e recursos facilmente encontráveis na região. Foi o caso desse projeto que que usou pedra, adobe, eucal...

Casa oriental que é uma oficina dos sentidos primitivos

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Uma casa que também é chamada de Laboratório de Sentidos Primitivos e que se pretenda ser uma oficina para explorar a transição ambiental entre o espaço urbano e a floresta natural tinha tudo para me chamar a atenção.   Pois é o que nos mostra a Siu Siu House projeto de DIVOOE Zein Architects. Uma casa de madeira em Taiwan, um ambiente subtropical, que usa uma grande tela de sombreamento, como se fosse uma estufa, para encobrir a estrutura original. É um sistema muito usado na região para proteção das culturas vegetais do clima local.     Esse sistema de tela a transforma em uma casa que convive com a floresta, ampliando seus espaços em harmonia com a natureza. E tendo a vantagem de ser uma solução simples e barata.   Interessante que por fora ela se perde no entorno e não chama a atenção por sua estética. Ao contrário. Mas é dentro que se mostra rica, com espaços incríveis e que permite que se veja o exterior em sua riqueza, mantendo a pr...

Casa de verão - Luz, detalhes e uma certa estranheza

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Essa casa me chamou a atenção no início pela luz. Quando comecei a percorrer os ambientes, eles me fizeram um misto de nariz torcido com um oh! (de admiração) pelos detalhes. Enfim, uma casa que não é insossa e só por isso já merece estar aqui. Em primeiro lugar devo dizer que estou meia farta de ver casas de verão que nada parecem com locais onde tirar férias, ficar de pé descalço e nem se preocupar em molhar ou sujar algo. As casas que povoam os sites e revistas de decoração são simulacros alegrinhos das casas urbanas como se as pessoas tivessem esquecido de como é viver em férias. Essa não foge à regra. Situada em uma praia do Mar Egeu, na Turquia, é projeto da arquiteta e designer  Selina Kazazoglu para uma família com dois filhos. E segundo o site onde a achei ela tem um conceito minimalista. Como assim???? Fiquei imaginando como deve ser a casa dessas pessoas onde moram permanentemente se acham essa tão minimalista.... Mas gostei de saber que ela...

Forest House - reflexões sobre leveza e vida

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Forrest Gump. Passou na TV a cabo e vi o final. Novamente. Gosto da história do perdedor que se torna vencedor. Americanos adoram também. De certa maneira é um pouco da história de cada um. Não somos sempre príncipes ou princesas, perdemos e muito no decorrer da vida. Mas também tenho meu lado otimista que teima em correr em frente, mesmo meio inocente, mesmo meio boboca, mesmo meio Forrest Gump tantas vezes na vida.  E inspiração vinda do voar, voar, voar me levou às casas da floresta (perdoem o péssimo trocadilho), meio cara de histórias em quadrinho, meio cara de quem vira pássaro e vai, feito pena para perto da casa dos sonhos.... Quem me lê, quem me acompanha, sabe que minha alma é resiliente para caramba, mas também é meio crédula. Muito crédula. Muito com vontade de ser princesa de contos de fadas em que tudo se resolve com uma varinha mágica ou uma fada que faz pirilimpimpim. Mesmo que essa fada seja eu. Mesmo que o pózinho mágico surja do suor de todo dia e...