Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Olhando o mundo de cima

 

Novas perspectivas. 
Olhamos o mundo de nossas janelas em um ano em que nossas realidades se modificaram de forma abissal. Aprendemos (ou não) sobre nós, vivenciamos nossas casas de forma completamente diferente. E a nossa casa Terra? Como será termos sobre ela um olhar de viajante, não ao rés do chão, mas o das nuvens? É o que nos mostra o projeto Overview.



"Overview usa imagens aéreas e de satélite para demonstrar como a atividade humana e as forças naturais moldam nossa Terra. Essa perspectiva fornece uma visão poderosa do planeta onde vivemos e da civilização que estamos criando."

Vemos antigos templos asiáticos e modernas penitenciarias. Angkor Wat foi construído no século XII, no Camboja. A prisão no Arizona é cercada por campos de legumes.


Cemitérios que abrigam cerca de um milhão de mortos e um bairro habitacional em Abu Dhabi. Uma visão da perenidade e grandiosidade de nossas passagens no planeta. 



Cidades construídas no nada, apontando glórias ou desastres futuros de uma nação que nunca chega lá. E obras de arte no deserto, mostrando que a realização humana, mesmo que transitória, como as feitas em areias que o tempo acabará consumindo, vai perdurar enquanto existir sensibilidade e ousadia.

Boa Viagem!

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