Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Olhando o mundo de cima

 

Novas perspectivas. 
Olhamos o mundo de nossas janelas em um ano em que nossas realidades se modificaram de forma abissal. Aprendemos (ou não) sobre nós, vivenciamos nossas casas de forma completamente diferente. E a nossa casa Terra? Como será termos sobre ela um olhar de viajante, não ao rés do chão, mas o das nuvens? É o que nos mostra o projeto Overview.



"Overview usa imagens aéreas e de satélite para demonstrar como a atividade humana e as forças naturais moldam nossa Terra. Essa perspectiva fornece uma visão poderosa do planeta onde vivemos e da civilização que estamos criando."

Vemos antigos templos asiáticos e modernas penitenciarias. Angkor Wat foi construído no século XII, no Camboja. A prisão no Arizona é cercada por campos de legumes.


Cemitérios que abrigam cerca de um milhão de mortos e um bairro habitacional em Abu Dhabi. Uma visão da perenidade e grandiosidade de nossas passagens no planeta. 



Cidades construídas no nada, apontando glórias ou desastres futuros de uma nação que nunca chega lá. E obras de arte no deserto, mostrando que a realização humana, mesmo que transitória, como as feitas em areias que o tempo acabará consumindo, vai perdurar enquanto existir sensibilidade e ousadia.

Boa Viagem!

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