Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Olhando o mundo de cima

 

Novas perspectivas. 
Olhamos o mundo de nossas janelas em um ano em que nossas realidades se modificaram de forma abissal. Aprendemos (ou não) sobre nós, vivenciamos nossas casas de forma completamente diferente. E a nossa casa Terra? Como será termos sobre ela um olhar de viajante, não ao rés do chão, mas o das nuvens? É o que nos mostra o projeto Overview.



"Overview usa imagens aéreas e de satélite para demonstrar como a atividade humana e as forças naturais moldam nossa Terra. Essa perspectiva fornece uma visão poderosa do planeta onde vivemos e da civilização que estamos criando."

Vemos antigos templos asiáticos e modernas penitenciarias. Angkor Wat foi construído no século XII, no Camboja. A prisão no Arizona é cercada por campos de legumes.


Cemitérios que abrigam cerca de um milhão de mortos e um bairro habitacional em Abu Dhabi. Uma visão da perenidade e grandiosidade de nossas passagens no planeta. 



Cidades construídas no nada, apontando glórias ou desastres futuros de uma nação que nunca chega lá. E obras de arte no deserto, mostrando que a realização humana, mesmo que transitória, como as feitas em areias que o tempo acabará consumindo, vai perdurar enquanto existir sensibilidade e ousadia.

Boa Viagem!

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