A cidade que envelhece com dignidade

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Uma cidade envelhece como as pessoas e deixa também cicatrizes visíveis. O viaduto que já foi resposta e agora virou problema. A estação de ônibus fechada onde o eco das despedidas ainda ressoa nas paredes vazias. O casarão que insiste em existir entre os edifícios novos. Esse envelhecimento pode ser inteligente, quando as marcas do tempo ensinam sobre escala humana, sobre materiais que resistem, sobre a sombra que o concreto não fabrica. Mas, infelizmente, pode também ser um envelhecimento de abandono: quando a memória vira pretexto para a inércia, e a tradição serve para justificar o descaso. Existe uma diferença que importa muito entre preservar e fossilizar. Preservar é manter viva a conversa entre épocas. Fossilizar é cobrir a cidade com o verniz do passado e chamar isso de respeito. Uma rua medieval que ainda pulsa, ainda abriga comércio e moradia, ainda tem gente que troca palavra na soleira, continua sendo cidade. Quando para de circular, vira cenário. A cidade que envelhece be...

Bunkhouse, um estúdio no meio da mata


Uma pequena cabine para abrigar um estúdio de design do pai e de estudos para sua filha de 11 anos nos jardins de uma residência na ilha de Bainbridge, no estado de  Washington, EUA. Um pequeno projeto de Cutler Anderson Architects.


Um bancada, duas camas dobráveis, lareira, geladeira e até baterias para suprir a falta frequente de energia,  a natureza em frente. Estruturada em madeira de uma empresa local, isolada externamente e recoberta com telhas de aço corten, esse pequeno espaço de 7,5 m quadrados traduz a filosofia de trabalho dos arquitetos. 
 





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