Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Bunkhouse, um estúdio no meio da mata


Uma pequena cabine para abrigar um estúdio de design do pai e de estudos para sua filha de 11 anos nos jardins de uma residência na ilha de Bainbridge, no estado de  Washington, EUA. Um pequeno projeto de Cutler Anderson Architects.


Um bancada, duas camas dobráveis, lareira, geladeira e até baterias para suprir a falta frequente de energia,  a natureza em frente. Estruturada em madeira de uma empresa local, isolada externamente e recoberta com telhas de aço corten, esse pequeno espaço de 7,5 m quadrados traduz a filosofia de trabalho dos arquitetos. 
 





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