Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Casa energeticamente eficiente

Nasci em uma época em que a falta de energia era uma impossibilidade reinante. Mesmo assim cresci com pais que economizavam. Vindos de períodos de vacas magras, um mundo que tinha passado por guerras e eles mesmos oriundos de famílias não ricas, o ato de poupar e economizar era constante prática em minha vida.

Entrei para a faculdade de Arquitetura em 1974 e ainda aprendi muitas aulas sobre como usar a arquitetura para o conforto. Mas eram os anos de abundância. E embora a crise do petróleo de 73 tenha alertado sobre possíveis pedras no caminho da fartura, os projetos podiam se dar ao luxo de serem ambientalmente incorretos já que a tecnologia estava aí mesmo para resolver tudo.

Hoje, décadas passadas e milênio virado, nossa realidade é bem diversa. A procura por soluções que sejam ao mesmo tempo confortáveis e econômicas são altamente procuradas. É nesse objetivo que surge a proposta do professor Wen Tong Chong, da Universidade da Malásia, de uma casa energicamente eficiente dirigida às regiões tropicais.

Qual a sua ideia? Um telhado "inteligente" em forma de V, que coleta o vento e gera eletricidade, através de turbinas, ao mesmo tempo que auxilia na ventilação e iluminação natural da casa com suas aberturas e claraboias.

E ainda utiliza água da chuva  que ajuda na limpeza das células solares e geradores eólicos. 


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