Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Casa energeticamente eficiente

Nasci em uma época em que a falta de energia era uma impossibilidade reinante. Mesmo assim cresci com pais que economizavam. Vindos de períodos de vacas magras, um mundo que tinha passado por guerras e eles mesmos oriundos de famílias não ricas, o ato de poupar e economizar era constante prática em minha vida.

Entrei para a faculdade de Arquitetura em 1974 e ainda aprendi muitas aulas sobre como usar a arquitetura para o conforto. Mas eram os anos de abundância. E embora a crise do petróleo de 73 tenha alertado sobre possíveis pedras no caminho da fartura, os projetos podiam se dar ao luxo de serem ambientalmente incorretos já que a tecnologia estava aí mesmo para resolver tudo.

Hoje, décadas passadas e milênio virado, nossa realidade é bem diversa. A procura por soluções que sejam ao mesmo tempo confortáveis e econômicas são altamente procuradas. É nesse objetivo que surge a proposta do professor Wen Tong Chong, da Universidade da Malásia, de uma casa energicamente eficiente dirigida às regiões tropicais.

Qual a sua ideia? Um telhado "inteligente" em forma de V, que coleta o vento e gera eletricidade, através de turbinas, ao mesmo tempo que auxilia na ventilação e iluminação natural da casa com suas aberturas e claraboias.

E ainda utiliza água da chuva  que ajuda na limpeza das células solares e geradores eólicos. 


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