A cidade também envelhece. E a casa, às vezes, envelhece antes de nós

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Como arquiteta, tenho uma certa implicância com a ideia de que minha profissão seja apontada como algo que começa, e as vezes termina, essencialmente na estética. Talvez porque, depois de tantos anos de prática, trabalhando com espaços internos e externos, e as pessoas que ali vivem e circulam, tenha ficado cada vez mais evidente para mim que uma porta, uma escada, uma calçada ou uma janela podem interferir muito mais na vida de alguém do que aquilo que aparece nas fotografias dos projetos. Quando falamos de envelhecimento, isso fica ainda mais evidente. A realidade nos mostra que o Brasil está envelhecendo rapidamente. Aquela pirâmide etária que aprendemos a desenhar nos livros de geografia já não representa o país que temos. E ainda estamos tentando entender o que isso significa para as nossas casas, para as nossas cidades e para o sistema de saúde. Eu costumo pensar que há uma pergunta simples por trás de tudo isso: onde queremos envelhecer? A resposta da maioria das p...

Cabana pré fabricada - um lugar para sonhar

Faz tempo que não posto uma casinha por aqui. E mais especialmente uma cabana de fim de semana. Sigo uma revista no Flipboard que sempre traz várias delas, algumas muito charmosas. O que gostei nessa daqui? Sua simplicidade. E o mais bacana que é uma casa pré-fabricada! Projeto do escritório Lykke Nielsen Arquitetos

Ela é feita de dois módulos - uma área de convívio maior e um espaço menor para dormir. Bem lógico em um espaço de lazer que implicaria em estar mais junto das pessoas. Nas casas de lazer que projeto gosto de seguir esta lógica, usando espaços integrados e amplos. E principlamnete espaços de varanda grandes. Aqui, como se trata de uma casa de país nórdico, eles privilegiam o estar ao sol. Ao contrário da gente que, vivendo em um país tropical tem que se preocupar mais com espaços de sombra. 

Uma das características que mais gostei foi a simplicidade dos espaços, a limpeza de adornos como se o estar longe do mundo do trabalho e afazeres também necessitasse de uma folha em branco para que a mente pudesse descansar de tanta informação diária
E nesse 23 de setembro, aniversário da morte de Neruda, trago um poema dele - Homem Invisível - para falar da necessidade de se estar consigo mesmo.
"eu não tenho importância

nem tempo

para os meus assuntos,

de noite e de dia

tenho que apontar tudo o que se passa,

e não esquecer ninguém....



É certo que de repente

me canso,

fico a olhar as estrelas,

estendo-me na relva, passa

um insecto cor de violino,

pouso o braço

sobre um pequeno seio

ou enlaço a cintura

da minha amada,

e vejo o veludo

cruel

da noite que estremece

com as suas constelações geladas,

então

sinto subir à minha alma

a onda dos mistérios,

a infância,

o pranto nos recantos,

a adolescência triste

e o sono invade-me,

durmo

Fonte
Veja AQUI mais projetos de cabanas.

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