A casa também envelhece com quem mora nela

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Conheci o arquiteto e urbanista Ciro Férrer em uma live sobre GeroArquitetura, onde ele falou como nasceu a sua vivência neste campo: foi cuidador da sua avó por cinco anos. Aquela experiência transformou a sua visão de ver a arquitetura não apenas como técnica, mas principalmente como uma missão humana. Eu senti uma empatia com a sua história porque é bem semelhante com a minha. Cuidei e acompanhei meus pais em época de maior fragilidade por cerca de vinte anos. E também como ele, percebi que a arquitetura deve ser uma ferramenta de resgate. De que o projetar não deve ser apenas para o momento presente, mas para ser uma prevenção e garantia de que você, nosso cliente, continue sendo o protagonista da sua própria vida, com a dignidade que merece e sem depender excessivamente de filhos, familiares ou amigos. Fui me aprofundar mais sobre a prática e a teoria de Ciro Férrer e isso me fez pensar em algo que observo há muitos anos na prática profissional. Costumamos imaginar o envelhecimen...

Tiny houses - casas minúsculas

Cada vez mais vemos exemplos de casas quase minúsculas como sonho de pessoas que muitas vezes as constroem pessoalmente, um DIY (Do It Yourself - ou Faça por si mesmo) que saí dos espaços internos e alcança a construção de residências em países considerados mais ricos. Sim, porque essas casas minúsculas são encontradas nos países mais pobres, mas sem talvez os requintes de sustentabilidade e charme que essas Tiny Houses tem nos revelado. Muitas são quase motor homes, dispondo de rodas para se movimentarem. E procuram usar de mobiliário multi funcional para ampliar os espaços internos. 
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Algumas usam de tipologia baseada nas tradicionais casas maiores, as que estamos acostumados a ver em filmes americanos, as famosas casas de subúrbio, que eram o sonho de consumo das famílias que cresciam e se estabilizavam.

Outras usam de materiais mais inovadores e formas mais puras.
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Outras procuram adaptar necessidades especiais como essa, planejada para pessoas altas. Sim, fico imaginando que a ideia de casas minusculas se parece com a casa dos sete anões da Branca de Neve, onde se tem que entrar meio curvado pelo pé direito baixo. Ops! Isso também me lembra certos apartamentos modernos onde, para se ter mais andares, se encolhe a altura interna. E ainda se faz forros de gesso(!) para acomodar as milhares de luminárias que fazem a felicidade dos projetistas (e das lojas de iluminação). Então pés direitos de 2,20 não são ficção hoje em dia...
Casa minuscula para pessoas altas

Algumas casas minúsculas podem ter, além de formas mais arrojadas, outras funções. Navegar, por exemplo. Um refúgio de fim de semana, ou uma casa onde se pode percorrer mares nunca dantes navegados. "Navegar não é preciso". Preciso de precisão, de saber os rumos corretos, de ter certezas de rotas...
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Para quem tem foco na sustentabilidade até mesmo paletes podem ser usadas. E com um bom resultado.  
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Enfim, modelos e propostas as mais variadas podem ser vistas nas redes sociais e na web. Cada uma conta um história. Cada uma fala de sonhos e pessoas que as conceberam como propostas de vida. Foi nesse sentido que nasceu um filme documentário : TINY (Trailer abaixo)
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Na história da humanidade a casa sempre foi abrigo. Função primordial. Passou por vários outros simbolismos, principalmente de poder. Só analisar como os espaços crescem na medida em que cresce a conta bancária do proprietário. Palácios e modernas mansões mostram o quanto isso é verdadeiro. Passar a optar por casas minúsculas também passa um recado. Estejamos atentos a ele.
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