Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Madeira? Papelão ? Não. Feltro

Fonte
Kathryn Walter
Estava pesquisando sobre projetos e me deparei com essa imagem aí de cima no Google. Achei que era papelão e fui conferir e qual não foi minha surpresa ao descobrir que era FELTRO. E cheguei ao trabalho super interessante do Studio FELT que usa esse material, que é feito de lã, um recurso renovável, e o pessoal da Kathryn Walter o aproveita de maneira que não haja desperdício.

Eu, que me acostumei a associar o feltro com as antigas japonas dos tempos de infância ou usos mais industriais fiquei realmente encantada com esse trabalho que mostra que sempre devemos ter um olhar diferenciado sobre as coisas. Nada do que nos rodeia é tão comum que não possa ser tratado com criatividade e expressar beleza. 

Hotel Germain

Google , Rio de Janeiro, Brasil


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