A casa também envelhece com quem mora nela

Imagem
Conheci o arquiteto e urbanista Ciro Férrer em uma live sobre GeroArquitetura, onde ele falou como nasceu a sua vivência neste campo: foi cuidador da sua avó por cinco anos. Aquela experiência transformou a sua visão de ver a arquitetura não apenas como técnica, mas principalmente como uma missão humana. Eu senti uma empatia com a sua história porque é bem semelhante com a minha. Cuidei e acompanhei meus pais em época de maior fragilidade por cerca de vinte anos. E também como ele, percebi que a arquitetura deve ser uma ferramenta de resgate. De que o projetar não deve ser apenas para o momento presente, mas para ser uma prevenção e garantia de que você, nosso cliente, continue sendo o protagonista da sua própria vida, com a dignidade que merece e sem depender excessivamente de filhos, familiares ou amigos. Fui me aprofundar mais sobre a prática e a teoria de Ciro Férrer e isso me fez pensar em algo que observo há muitos anos na prática profissional. Costumamos imaginar o envelhecimen...

Madeira? Papelão ? Não. Feltro

Fonte
Kathryn Walter
Estava pesquisando sobre projetos e me deparei com essa imagem aí de cima no Google. Achei que era papelão e fui conferir e qual não foi minha surpresa ao descobrir que era FELTRO. E cheguei ao trabalho super interessante do Studio FELT que usa esse material, que é feito de lã, um recurso renovável, e o pessoal da Kathryn Walter o aproveita de maneira que não haja desperdício.

Eu, que me acostumei a associar o feltro com as antigas japonas dos tempos de infância ou usos mais industriais fiquei realmente encantada com esse trabalho que mostra que sempre devemos ter um olhar diferenciado sobre as coisas. Nada do que nos rodeia é tão comum que não possa ser tratado com criatividade e expressar beleza. 

Hotel Germain

Google , Rio de Janeiro, Brasil


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