A cidade também envelhece. E a casa, às vezes, envelhece antes de nós

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Como arquiteta, tenho uma certa implicância com a ideia de que minha profissão seja apontada como algo que começa, e as vezes termina, essencialmente na estética. Talvez porque, depois de tantos anos de prática, trabalhando com espaços internos e externos, e as pessoas que ali vivem e circulam, tenha ficado cada vez mais evidente para mim que uma porta, uma escada, uma calçada ou uma janela podem interferir muito mais na vida de alguém do que aquilo que aparece nas fotografias dos projetos. Quando falamos de envelhecimento, isso fica ainda mais evidente. A realidade nos mostra que o Brasil está envelhecendo rapidamente. Aquela pirâmide etária que aprendemos a desenhar nos livros de geografia já não representa o país que temos. E ainda estamos tentando entender o que isso significa para as nossas casas, para as nossas cidades e para o sistema de saúde. Eu costumo pensar que há uma pergunta simples por trás de tudo isso: onde queremos envelhecer? A resposta da maioria das p...

Quem faz a cidade são as pessoas

Piquenique noturno
Gosto muito de ler jornais de comunidade, esses de bairro que falam sobre a comunidade próxima. Sempre acho que a aldeia forma o global e que não adianta ficar copiando coisas de acolá se não conhecermos o entorno.

Pois li no jornal de nosso bairro que vai haver mais um piquenique noturno no Parcão em Porto Alegre. Já houve um desses esses dias atendendo um chamamento de rede social e que teve por intuito mostrar a indignação da população com a falta de iluminação e segurança de espaço tão importante para as pessoas. Acho bem bacana esse tipo de mobilização, ainda mais por parte de uma camada da população que em geral não se mobiliza muito. Posso estar sendo até pré-conceituosa, mas em geral as populações mais carentes é que se reuniam para  pedir coisas essenciais. E as cidades não são feitas de só de leis, zoneamentos, politicas ou interesses comerciais.      
Cidades
 As cidades são feitas pelas pessoas que nelas vivem. É delas que depende o crescimento, melhor ou pior, do ambiente urbano. Querem um exemplo? Vejam o da Rua Mais Bonita do Mundo, a Gonçalo de Carvalho. Ela é chamada e reconhecida assim pela mobilização de seus moradores  
Então ao invés de ficar esperando soluções, vamos propor. Ao invés de ficar esperando que arrumem o que muitas vezes contribuímos para estragar, vamos agir. 

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