Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Ataque a um símbolo - 11/09

A Arquitetura tem servido de canal para vários apetites de poder através dos séculos. Obras faraônicas que perduram enquanto as construções dos comuns mortais se acabam na poeira dos tempos (desde que um vulcão não resolva acordar e as sepulte sob lava em algum canto do mundo). 


Pirâmides, castelos, mausoléus, museus....e modernamente arranha céus. Qual torre de babéis eles desafiam a gravidade, a tenacidade, o bom senso e sobem. Sobem cada dia mais. 


O World Trade Center, ou as torres gêmeas, não foram escolhidas ao acaso. Simbolizam o poderio, mais que de uma nação, mas de um sistema de vida, de economia, de poder. Poder do dinheiro. Poder e liberdade se juntavam como símbolos de uma esperança que, para manter seu status quo, cobrava um preço alto.  

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O 11/09 nasceu muito antes. O WTC já fora alvo de ataques terroristas anos antes. Mas nunca com tal audácia e precisão. Nenhum filme americano conseguiria imaginar tal plano, se bem que parece que havia uns videos games que simulavam isso. Mas americano adora simular uma tragédia, e todos nós já vimos cenas em que os seus símbolos são destruídos de ene maneiras. Mas sempre na ficção.


Essas duas imagens são emblemáticas. Para mim mostram o término de uma era e o começo de outra. Me lembro que na época se questionava se iriam acabar as disputas pelos mega arranha céus. Os anos seguintes nos mostraram que não. Muitas coisas mudaram no 11/09. Mas será que os simbolismos mudaram na Arquitetura ? Acho que não.

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