Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Jean Nouvel: Museo Reina Sofia, Madrid


O Museu Reina Sofia, no qual está o famoso Guernica de Picasso, inaugurou suas novas salas desenhadas pelo arquiteto francês Jean Nouvel, o mesmo que assinou o polêmico projeto de uma filial do Museu Guggenheim no Rio de Janeiro. O Reina Sofia reúne a coleção de arte contemporânea mais importante da Espanha.

À construção original do arquiteto italiano Francesco Sabatini, do século 18, somam-se, a partir de hoje, três novos edifícios anexos que dispõem de salas de exposições, auditório e biblioteca, e que criam, entre eles, uma praça. Ao apresentar seu projeto, Nouvel insistiu em dizer que, frente à proteção lógica que o imóvel construído por Sabatini dá à coleção permanente, sua ampliação cria espaços abertos.

"O museu de hoje em dia é um lugar no qual se tenta fazer com que as pessoas compartilhem sensações e emoções. Os novos edifícios, com uma estética do início do século 21, testemunho da época atual, assumem uma arquitetura relacionada a uma capital de beleza".

Nouvel reconheceu que sua obra não satisfaz todos e que alguns criticaram o que classificam como uma "ruptura", no entanto, ele pensa o contrário. O grande projeto do Reina Sofia, após quase quatro anos de obras, teve um investimento de cerca de 90 milhões de euros e permitirá reordenar a coleção assim como quer sua atual diretora, Ana Martínez de Aguilar.


Fonte:http://www.estadao.com.br/rss/divirtase/2005/set/26/57.htm

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