O espaço que envelhece com você: o que a arquitetura tem a ver com os seus próximos 30 anos

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Imaginemos uma manhã comum em qualquer cidade por aí: alguém acorda, vai ao banheiro no escuro, tropeça no batente que nunca incomodou tanto antes, segura a parede porque não há barra de apoio, e pensa que está ficando velho. Não está. Está vivendo num espaço que nunca foi pensado para o corpo que ele tem hoje. Esse é o ponto que me interessa. Envelhecer todos (os que tiverem sorte) vão. Mas até que ponto a arquitetura ignora estes processos? As projeções nos dizem que o Brasil vai ter 58 milhões de pessoas com mais de 60 anos em 2060. E o que estamos construindo para receber esse contingente? Apartamentos com corredores de 80 centímetros. Banheiros onde dois adultos mal conseguem se virar. Entradas sem rampas. Calçadas que parecem ter sido projetadas para testar equilíbrio. A cidade, como eu costumo repetir por aqui, nunca te viu. E a maioria dos lares também não. "Aging in place" não é um conceito de design escandinavo importado para Instagram. É o direito de permanecer no ...

Um novo olhar sobre as cidades- ruas sustentáveis

Fui conferir uma dica que o amigo Gustavo Lisboa postou no facebook e topei com esse site super interessante - DOC VERDADE - documentários por um mundo mais justo.

E escolhi esse daqui, sobre as ruas sustentáveis de NY, na visão de Sérgio Abranches. Ele é curto, tem uns 3 minutos e vale o tempo. Em Porto Alegre, como nas cidades brasileiras de modo geral, vê-se muita preocupação com o automóvel e muito pouca com meios de locomoção mais saudáveis como bicicletas. E aqui é temerário optar por uma bike para transporte diário. Não há ciclovias em número suficiente, não há educação do motorista que disputa seu espaço cada dia mais apertado com motos e bikes. Hoje mesmo estava lendo sobre a morte de um estudante de odonto, Cauã Coutinho, atropelado por um carro. Cauã fazia parte da Massa Crítica, um movimento que celebra a bicicleta como meio de transporte.

Ver como a cidade de NY está encarando esse problema, com muito planejamento e resgantando as ruas como espaços de convivência e não apenas de passagem nos dá um alento e mostra que um novo olhar pode fazer toda a diferença para o futuro.





Quem quiser conferir a dica do Gustavo, o documentário é  Não existe amanhã

"Documentário animado que demonstra com números e fatos científicos a aproximação da humanidade aos limites dos recursos que o planeta pode prover. Dentro deste contexto, o maior problema não é o quanto nos resta de petróleo, espécies, terra fértil, etc., mas sim, o crescimento exponencial das demandas desses recursos acompanhando o consumo da população humana, que dobra em apenas algumas décadas..."

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