Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Tu já foi na Feira do Livro?

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Quem é de fora e chega em Porto Alegre nessa época do ano vai escutar essa frase. Programa imperdível para os porto alegrenses. 

Livro na rua. Livro na Praça. Festa. Feira. Passear pela Praça da Alfandega e ir passando de banca em banca, folheando livros...

Se tu não foi ainda, tem que ir!
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Os livros começaram a ir para a Praça lá pela década de 50, em 1955 para ser mais precisa. Era uma maneira de impulsionar a venda com a oferta de belos descontos. Começou pequena, 14 barracas. E o lema era : "Se o povo não vem à livraria, vamos levar a livraria ao povo."
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E o hábito foi-se firmando. A gente já nem comprava mais livros no começo de outubro, esperando pela baixa de preço na feira. Era bom demais !

E a chuva ? Outra que nunca falta. Em geral caía uma fortona em algum momento, e molhava tudo ! E era então que se comprava com mais desconto aqueles livros enrugados da água... 
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Mas entre sol e chuva, o melhor sempre eram os saldos. Antes de olhar as novidades, a gente corria para os balaios e ia descobrindo raridades. Quem nunca saiu de lá com um clássico a preço de banana?
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E da praça a Feira foi-se expandindo. Foi ganhando mais espaço, foi chegando ao Cais do Porto, foi-se abrindo para eventos, para palestras. Começou a ganhar mais barracas, setores internacionais, rádios que se mudam com seus estúdios para o meio das árvores e os pedestres vão interagindo com os comunicadores, com os intelectuais, com os famosos, todos unidos na paixão por ler e conhecer.
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E desde sexta dia 25/10 a sineta do Xerife Júlio La Porta já tocou pelos recintos da praça, inaugurando a 58 Feira do Livro de Porto Alegre. E até o dia 11 de novembro quando a mesma sineta toca na despedida, é hora da cidade curtir um de seus maiores símbolos, a maior feira de livros a céu aberto das Américas. 


E aí ? Tu já foi na Feira do Livro esse ano ? Se não, tem que ir vivente! 

https://www.facebook.com/FeiradoLivrodePortoAlegre

Leia o que já escrevi sobre as Feiras do Livro que já fui

http://arquitetandoideias.blogspot.com.br/2004/11/cartier-bresson-os-livros-e-praa.html
http://arquitetandoideias.blogspot.com.br/2010/11/os-livros-e-praca.html
http://arquitetandoideias.blogspot.com.br/2008/11/batida-do-ponto.html



Fonte do vídeo http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/cultura-e-lazer/segundo-caderno/feira-do-livro/pagina/feira-em-time-lapse.html

PS: eu sei que a concordância do título não está correta, mas é bem assim que a gente fala aqui em Porto Alegre. Tu foi, tu vai "ihhh"....

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