O quanto as cidades são seguras para mulheres?

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Estava em uma conversa em um aplicativo de mensagens (aquele mesmo que quase todos usam) quando surgiu o assunto sobre uma rua bem famosa daqui. E eu disse que não me sentia segura ao andar por ela. Que tinha uma percepção de insegurança. E a resposta foi que seria talvez uma visão pessoal. Como sei que a visão (e experiência) das mulheres sobre o que é uma cidade segura pode ser diferente das visões masculinas, fui pesquisar a respeito em artigos acadêmicos e governamentais recentes para entender mais sobre a realidade. É mesmo percepção pessoal. Ou.... Pesquisa do Instituto Patrícia Galvão em parceria com o Instituto Locomotiva, divulgada em setembro de 2024, mostrou um dado alarmante: que 97% das brasileiras sentem medo de sofrer violência quando se deslocam pela cidade. A mesma pesquisa aponta que 71% das mulheres já sofreram algum tipo de violência durante seus deslocamentos urbanos. Entre mulheres negras e LBT, os índices sobem ainda mais.  Isso não é sensação isolada. Se per...

Sustentabilidade é ATITUDE

Foto e Arte - Elenara Stein Leitão
Esses dias recebi um aviso de um encontro sobre sustentabilidade, ou melhor, educação para a sustentabilidade cujas palestras podiam ser ouvidas e comentadas via internet. Fiquei trabalhando e escutando. E pincei algumas ideias básicas que me chamaram a atenção. Desculpem se não consegui pegar o nome dos palestrantes, mas o evento era o II Encontro de Educação para a Sustentabilidade (também não consegui achar o link).


Em suma o que me chamou a atenção foi o que falaram sobre os desafios da implementação da PRÁTICA da sustentabilidade e onde isso é falho. Sim, porque teoria é muito bonito, quase todos sabem um pouco...mas e na hora de colocar em prática ? 


Ideia 1 - É preciso ter uma abordagem sistêmica ao mostrar e falar do problema. Bonito. E o que isso quer dizer ? Para mim quer dizer que preciso mostrar com dados e pé no chão o que significa não ser sustentável, o que acarreta de perdas e custos ( e isso é muito importante, principalmente para gestores, sejam públicos ou privados). E em todas as áreas de conhecimento e vida. Não basta  mostrar que o verde diminui, que os rios morrem, mas também que os sistemas sociais se deterioram, as doenças se instalam, as neuroses idem, a economia sofre, as populações se revoltam...


Ideia 2- Mostrar a complexidade do problema. Ideia 1 e Ideia 2 são interligadas, são entremeadas. E sensibilizar para a sustentabilidade vai depender bastante de como elas são abordadas.


Ideia 3. Fundamental. Mostrar que não existe receita de bolo. Não existe um roteiro pronto e perfeito para resolver problemas, eles devem ser analisados caso a caso. Se mostram soluções vitoriosas e se analisa o roteiro de como elas foram geridas e  implementadas. Ou seja, entender o conceito é mais importante que ter um manualzinho pronto.


Ideia 4: Romper as barreiras entre as áreas de conhecimento. Quebrar as zonas de conforto de saberes....Isso é complicado. Cada qual tende a buscar soluções dentro da sua área. Eu, como arquiteta, tendo a ver soluções espaciais. E o que é pior, muitas vezes muito focadas. E na maior parte das vezes, boas soluções vem de pensamentos mais amplos, com abordagens mais sistêmicas (viu o valor da Ideia 1 ?)


E para completar: o grande GAP da coisa : uma questão de ATITUDE. Na maior parte das vezes é complicado passar sobre valores pré estabelecidos (por melhores que sejam) para gerar mudanças de comportamento.


Essas observações são todas minhas sobre as ideias que me ficaram da palestra. Se alguém tiver outra visão, ou quiser  complementar o debate, estamos abertos a entender como se processa essa questão da educação para a sustentabilidade que tanto falamos.      

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