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Mostrando postagens de março, 2024

Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Animais Arquitetos - uma ótima leitura

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Sempre fui fascinada pela engenhosidade da natureza. As formas, as cores, como tudo funciona em harmonia. E com a engenhosidade de vários animais em construir seus abrigos. Assim como nós, humanos, muitas espécies parecem dominar com maestria a intricada arte de arquitetar ninhos e esconderijos que sirvam de morada, abrigo de filhotes e chamariz para a procriação. Quando descobri que um dos arquitetos que mais admiro, Juhani Pallasmaa , também era fascinado pelos trabalhos arquitetônicos de outros animais e que tinha não só feito uma exposição em 1995 sobre o tema, mas como tinha escrito um livro sobre isso, mais cresceu minha admiração. É sobre a leitura deste livro que vou escrever aqui. Livro atualizado, com novo texto de apresentação falando das mais recentes descobertas do tema. Quando representamos animais construtores, geralmente são mostrados em um imaginário humano. Nos desenhos animados, eles moram em casas feitas à nossa maneira, reproduzindo modos de vida que nos são famili...

Idade não é deficiência (algumas ideias sobre o envelhecer e a arquitetura)

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Uma conversa com o amigo e colega Oscar Muller sobre o afazer arquitetônico e o processo do envelhecimento humano, levou a algumas reflexões de como pensar e/ou adaptar espaços para os seres humanos que tem o privilégio de viver mais algumas dezenas de anos. Começando pela frase que dá título à postagem:  Idade não é deficiência.   Com certeza a ideia dos velhinhos de bengala que povoavam os símbolos dos 60+ estão sendo repensados porque muitos de nós estamos em plena (ou quase plena) forma física e mental. Pode gerar uma “desabilidade”, mas não obrigatoriamente. As necessidades do idoso são confundidas com as de pessoas com deficiência, como se não existissem idosos plenamente funcionais! Existem, e a primeira preocupação deveria ser preservar esta condição, e para tanto, a preservação pelo uso é a melhor ferramenta. Existem cuidados óbvios, e outros nem tanto. Ao mesmo tempo que se dá muita atenção em evitar quedas, não há nenhuma em relação à preservação da mobilidade. Segu...