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Mostrando postagens de janeiro, 2023

Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Baldes de sorvete sobrando ajudam a construir uma micro biblioteca

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  Uma proposta de micros bibliotecas na Indonésia para resgatar o hábito da leitura me parece um projeto  bastante interessante para mostrar por aqui. Embora tenha o apoio de organizações, a meta é que a própria comunidade a organize de maneira independente. Uma excelente maneira para que os usuários se apropriem da ideia, a usem da melhor maneira que lhes aprouver e a mantenham viva.   Com uma estrutura metálica, o prédio foi construído como uma cobertura de uma praça, mantendo o espírito de local de encontro. Os arquitetos procuraram usar materiais que fossem baratos e pudessem ajudar a manter um micro clima interno sem precisar usar de meios artificiais de refrigeração. A solução foi o reaproveitamento de baldes de sorvete. Nada menos do que 2000 baldes de sorvete foram usados como um lego que mostrasse uma mensagem binária. No caso a sugestão foi a frase que que livros são uma janela para o mundo.  Os baldes de sorvete são inclinados para que a água da chuv...

DIREITO À PAISAGEM

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DIREITO À PAISAGEM Adeli Sell “O belo é o esplendor da ordem” - Aristóteles Os campos, as montanhas, as colônias são lugares abertos, há poucos obstáculos feitos pela mão humana; logo, quando falamos de DIREITO À PAISAGEM, estamos falando de cidades, de espaços construídos, obstruídos, que mudaram a paisagem original. Por isso temos que falar do DIREITO À CIDADE. É uma relação sujeito-objeto. O mundo e os seres humanos se afetam mutuamente. DIREITO Á CIDADE O Direito à Cidade é um direito difuso e coletivo, de natureza indivisível, de que são titulares os habitantes da cidade, as gerações presentes e futuras. É o direito de habitar, de usar, de participar da produção de cidades justas, inclusivas, democráticas e sustentáveis. Alguns falam de cidades inteligentes, pois estas teriam o condão de serem efetivamente mais justas. É na Lei n° 10.257, de 10 de julho de 2001 que temos a Regulamentação dos artigos 182 e 183 da Constituição Federal, estabelecendo diretrizes gerais da po...