A cidade que envelhece com dignidade
Uma cidade envelhece como as pessoas e deixa também cicatrizes visíveis. O viaduto que já foi resposta e agora virou problema. A estação de ônibus fechada onde o eco das despedidas ainda ressoa nas paredes vazias. O casarão que insiste em existir entre os edifícios novos. Esse envelhecimento pode ser inteligente, quando as marcas do tempo ensinam sobre escala humana, sobre materiais que resistem, sobre a sombra que o concreto não fabrica. Mas, infelizmente, pode também ser um envelhecimento de abandono: quando a memória vira pretexto para a inércia, e a tradição serve para justificar o descaso. Existe uma diferença que importa muito entre preservar e fossilizar. Preservar é manter viva a conversa entre épocas. Fossilizar é cobrir a cidade com o verniz do passado e chamar isso de respeito. Uma rua medieval que ainda pulsa, ainda abriga comércio e moradia, ainda tem gente que troca palavra na soleira, continua sendo cidade. Quando para de circular, vira cenário. A cidade que envelhece be...




Eu não era muito antenado nessas coisas mas descobri o flipboard, mudou minha vida. Recentemente também comecei a seguir algumas pessoas no Instagram. Saiu uma reportagem no archdaily dos 25 que todo arquiteto deveria seguir. Eu aderi! Muito boa sua publicação. Já sou seu fã.
ResponderExcluirObrigada Fagner! A web nos proporciona uma campo imenso para pesquisar, trocar e encontrar pessoas e profissionais interessantes. Abraços e sucesso
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