Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Playground feito com material reciclado em mutirão

Espaços públicos pós grandes tragédias ambientais como terremotos sofrem pela falta de referenciais e dificuldades de reconstruir equipamentos urbanos. É o caso de L' Aquila , cidade histórica na Itália que sofreu um grande terremoto em 2009 que causou grande destruição.
Pois um grupo de estudantes e profissionais se uniu e projetou e construiu o PARCOBALENO , uma área de lazer que utiliza material reciclável junto às unidades de alojamento temporário na cidade. 

Como eles, eu também acredito que situações limite em que a falta de recursos e o estado de caos instalado pode gerar soluções criativas, baratas e relativamente fáceis de serem feitas, desde que contando com boa vontade e solidariedade. É a capacidade humana de transformar e renascer das cinzas, quando necessário. E contar com a capacidade de trabalho e cooperação dos estudantes, profissionais e moradores é sempre salutar em situações de pobreza de recursos.






Essa solução de auto construção e união de esforços já foi mostrada na Cidade para os cidadãos e cidadãos para a cidade. A oferta de locais para as pessoas se encontrarem é uma das necessidades de qualquer espaços urbano. Basta olhar nossas cidades e analisar quantos espaços temos próximos às nossas casas. 
 
Muitas cidades contam com parques urbanos, mas nem todos ao alcance da maioria dos habitantes, seja pela distância, seja pela falta de equipamentos disponíveis. Em locais que sofreram degradação urbana, esses locais se tornam ainda mais importantes pela possibilidade de propiciar agregação das relações sociais que sofreram consideráveis abalos.


O projeto tem como conceito a agregação e a criatividade. Os materiais utilizados são resíduos de construção, paletes, tubos de andaimes, materiais facilmente encontráveis e baratos. Todos reunidos e montados de forma modular, assumindo variadas formas e funções.

Uma maneira viável e rápida de prover áreas de lazer para populações carentes que não tem tempo para esperar soluções de mais longo prazo. É agora que eles precisam socializar. Uma boa ideia de prática a ser usada em tantas áreas carentes de nossas cidades.

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