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2016/04/09

Smart City Social no Brasil - Laguna EcoPark

Uma cidade inteligente no Ceará para pessoas de baixa renda. Li um artigo com este título e fiquei realmente muito curiosa. 

Diz o artigo que " o espaço permitirá que pessoas de baixa renda deixem os subúrbios para viver em uma região altamente tecnológica, com Wi-Fi liberado, aplicativos específicos para moradores,compartilhamento de bikes e motos, bem como reaproveitamento de água e controle inteligente da iluminação pública".

Fui atrás de mais informações e achei o vídeo abaixo. Fiquei ainda mais boquiaberta: é tudo o que o Minha Casa, Minha Vida deveria ser! Tecnologia, sustentabilidade, arquitetura arrojada. E tudo isso para pessoas de baixa renda! Qual a receita?  


Pois é....

É uma iniciativa israelense (Star TAU) e italiana (Planet e SocialFare), na cidade de São Gonçalo do Amarante, no Ceará. Os lotes de 150 m2 teriam um preço de R$ 24.300,00, podendo ser pagos em até 120 vezes (!) com correção obviamente).
Laguna Ecopark - Ceará smart City
Smart City Laguna Ecopark

A ideia da smart city social insere-se em um contexto internacional que identifica, sobretudo nos países emergentes, dois fenômenos: 1) os fluxos migratórios dos campos levarão a população que vive nas cidades dos atuais 50% a um percentual de 80% nos próximos 25 anos; 2) 27% da população mundial têm menos de 15 anos. Isso quer dizer que, nos próximos anos, essas pessoas entrarão para o mercado de trabalho e precisarão de casas e serviços. “Essa tipologia de cidade nasce para gerir de forma ordenada tais fluxos com serviços inovadores”, disse Gianni Savio, diretor geral da Planet Idea, à revista Comunità Italiana. (fonte)
 Achei a proposta muito interessante, mas confesso que tenho algumas dúvidas sobre a real possibilidade das pessoas de baixa renda poderem se fixar nela. Uma delas era a proximidade dos postos de trabalho. Li em um dos textos que ela está próxima de um grande complexo industrial e portuário. Pode ser um atrativo para os funcionários das empresas desse pólo.

Mas pela concepção do empreendimento me parece que será um local de alta valorização e temo que as pessoas de baixa renda sejam afastadas pela tentação da revenda com alto lucro. Realidade aliás, bastante comum no nosso país. Lembro que Brasília tinha essa proposta de oferecer espaços nobres para pessoas de baixa renda e elas acabaram morando bem longe dali. 

Enfim, não quero de maneira nenhuma colocar senões, mas ainda não tenho claro o custo real do lote, casa e manutenção. E se este tipo de empreendimento tem algum subsidio ou se realmente a tecnologia permite que a iniciativa privada ofereça tal tipo de solução por um preço e qualidade justas e obtenham lucro com ela. Torço para que sim. Mas ainda quero saber mais a respeito.

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