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2016/04/14

O Flamenco e Niemeyer com muita gastronomia no meio

A dança. Das artes uma das que tenho menos contato. Mas não menos encantamento. Unir uma dança que faz parte da cultura de um país que admiro (Espanha) com o saudável hábito de degustar uma boa comida com um vinho idem. E em excelente companhia. É dos prazeres que me permito cada vez mais.

Fui conhecer um pouco da História do Baile Flamenco, com palestra de Sílvia Canarim e gastronomia de Carine Tigre no Studio Clio.

O que eu conhecia sobre o Flamenco? Nada. Nada de muito profundo. Lógico que a imagem que me vinha à cabeça era uma saia rodada, castanholas e muita paixão. E muito vermelho. Vai duvidar, ainda via uma rosa na boca da moça. 
Fonte
Uma palestra, quase um bate papo delicioso e lógico que saí morta de vontade de conhecer mais sobre o Flamenco, em especial o baile Flamenco. Impossível não ser instigada depois de conhecer um breve histórico e alguns vídeos. 

Além da vontade de dançar flamenco, eu sempre procuro alguma ligação com a Arquitetura. Não que isso seja sempre necessário. Eu sempre defendo que todo profissional (aliás toda pessoas) deva ter contato com muitos campos diferentes. E se for no mundo das artes, mais ainda se torna necessário esse mergulho. Bons arquitetos tem uma bagagem cultural extensa. Leituras, viagens, apreciação de exposições...mas duvidam que encontrei uma relação mais estreita entre o Flamenco e a Arquitetura? Em especial, a arquitetura brasileira?
Nem o ar, nem a terra são iguais, depois de María Pagés ter dançado.José Saramago
Maria Pagés
Pois é o que fez Maria Pagés em seu espetáculo Utopia e com o seu trabalho que traz um Flamenco vibrante e sempre atual. Aliás, segundo o que aprendi no meu agradável encontro no Studio Clio, Flamenco é vida, é paixão, é expressão de pulsação. E por isso é sempre fascinante. 

Maria Pagés expressou através da dança toda a sinuosidade da criação de Oscar Niemeyer (e abaixo podem ver em um vídeo uma parte do espetáculo).
María Pagés opta em encontrar os traços da arquitetura de Oscar Niemeyer e o traçado do bailar flamenco e acaba por corporificar em movimento o impossível de ambos os estados. Pela dança, imagina-se espelho; pelo sentimento, imagina-se diálogo. E a paixão torna-se inerente ao estilo, substanciada no inconformismo da imaterialidade da intersecção entre ambos. Representar algo é igualmente utópico, assim como fazer do homem e do meio algo diferente, como tanto sonhou o arquiteto. Mas é essa a utopia válida, segundo os argumentos de ambos: valer-se da imaginação e do desejo para sonhar o intraduzível e, pela perspectiva do poético, tornar sensível o invisível. Em seu encontro com Oscar, María lhe disse ser a dança a esperança dos corações do homem, a próxima revolução a seguir. Ou seja, tornar o homem novamente disponível ao sentir, ao desejo e ao sonho....
Maria Pagés - Utopia

“Oscar Niemeyer me recordó que en la humanidad no hay jerarquías, que todos estamos en una misma y única dimensión. Oscar me recordó que en esta igualdad reverdece la esperanza de poder cambiar el mundo. Porque todos reímos y lloramos. Y todos nacemos y morimos... “. María Pagés

Almoço Studio Clio
Silvia Canarin e Francisco Marshall no almoço Clio sobre o Baile Flamenco 

Almoço Studio Clio

E o almoço?

Entrada
Gaspacho andaluz

Gaspacho andaluz
Principal
Flamequín com alboronía (lombo recheado empanado com legumes assados)

Flamequín com alboronía
Sobremesa
Churros com sorvete de doce de leite


Churros com sorvete de doce de leite





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