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2015/03/25

Dia de Rock, bebê

Tudo bem, eu não sou roqueira. Na verdade nunca fui. Portanto não esperem altos conhecimentos sobre bandas ou músicas. Meu lado rebelde musical sempre foi muito mais latino, muito mais Mercedes Sosa e Violeta Parra. Mas...também não sou imune à imensa influência que o rock exerceu - e exerce- na cultura e vida das pessoas.

Por isso o tema do almoço Clio falando sobre Rock....e Guerra Fria me deixou muito curiosa. A proposta era "verificar a influência do rock, produto cultural típico da Guerra Fria, na estética e no discurso daquele período histórico".  Palestra brilhante do prof. Dr. Thomaz Santos que nos levou por quase cinco décadas de rock, discorrendo sobre como a cultura, o poder, a política apareciam (ou não) nas músicas da época.  
Sempre tive a noção de rock como um movimento rebelde, de contestação. Mas que se tornou, na maioria dos casos, em um grande e lucrativo negócio. Talvez isso soe como heresia para os fãs mais exaltados. Enfim, é muito difícil imaginar grandes astros sobrevivendo sem o apoio das grandes indústrias de divulgação.  
Mas negócios a parte, a música é mais forte que a indústria. O fascínio que o ritmo exerce nas pessoas, a arte musical que é mais forte que fronteiras talvez seja a verdadeira revolução. Acima de lados, acima de geo políticas, acima de governos. Isso explica a censura nos regimes autoritários e a cooptação dos astros nos mais "liberais". 

Da música que mexia a ponto das pessoas quebrarem e ousarem, passando pelas requebradas de Elvis the Pelvis, que logo é transformado em um bom moço que atenda às normas sociais (e outras "cositas más" que falam por aí e que eu, como não sei, não reproduzo aqui). Passando pelos ventos e guitarras que gritam nos anos 60, pelos contrabandos da cultura ocidental para dentro da cortina de ferro. Passando pelas bandas mega super stars, pelos protestos de comportamento, submarinos amarelos e imaginando novas sociedades, mais generosas. Passando pelo punk, pelo rock pesado. Passando por tanta transformação, só o rock não passa. Netos e avós curtindo músicas que são clássicos.

Mesmo uma não roqueira como eu, não podia deixar de se render. 
E o almoço ? Com gastronomia da chef Carine Tigre foi um primor. E estava bem de acordo com a proposta da Guerra Fria com pratos de inspiração russa e americana. 
Entrada
Borsh (sopa de beterraba) com creme azedo
Prato principal Barbecue chicken com purê de milho e crocante de bacon
Sobremesa Shortcake com pêssego e chantilly de vodka

Fotos dos ambientes - Pinterest
Cardápio e comidas - Elenara Stein Leitão

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