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2013/12/30

Mudanças significativas - quem não quer?


"Não podemos fazer mudanças significativas pela força; a única maneira de fazer mudanças significativas é tornar o que você quer mudar obsoleto!"
Buckminster Fuller* 


Mudanças...talvez essa a maior magia da convenção de que tudo pode mudar quando as páginas rolarem e tirarmos a última folhinha do ano. Pronto, acabou! E acabaram com ele tudo o que já não gostamos. 

Ou esperamos que assim seja. Nós, raça humana, somos uns danados esperadores. Esperamos que as coisas se resolvam em um passe de mágica. Esperamos pela mega da virada que irá mudar nossas vidas. Esperamos começar a ter todos os hábitos saudáveis de um dia para o outro. Ou melhor, esperamos ficar sarados e lindos sem fazer muito sacrifício...



 Sacrifício...Eta palavrinha complicada. Tem um peso tão grande quando na verdade significa uma escolha. Escolho talvez um caminho mais longo, a médio e longo prazo, para ter um prazer mais intenso e duradouro no futuro. 

Futuro é outra palavra complicada. Nossa civilização ocidental nos acenou com paraísos e outros que tais para depois. E esse depois nunca chega. E na verdade ninguém quer que chegue. Até lá...sacrifícios e sacrifícios!
 Não é a toa que gostamos de tudo a jato. Queremos satisfação instantânea. Seja em em forma de pílulas para tudo (para dormir, para acordar, para ter prazer, para se entorpecer...). Seja em forma de deletar o que não nos serve no momento. 

Mas...ainda assim ansiamos por mudanças. Mudanças significativas. O que seriam?


O que seriam para você mudanças realmente significativas? Em sua vida, em sua casa, em sua cidade, em seu país, no mundo? 

O primeiro passo para mudar é detectar, com foco, o que queremos mudar. Quero ser mais feliz é tão genérico como quero uma casa mais humana. O que lhe faz infeliz e o que impede sua casa de ser mais humana? Liste, detalhe, tenha claro dentro de si.

O próximo passo é agir. Ação, ação, ação. Desde que o mundo é mundo os atores principais sempre foram os que agiram. Com grandes ou menores atos, não importa. Agir é a palavra.

O ato seguinte é agir como. Ah! O pulo do gato! Infelizmente cada um tem a sua receita que nem sempre serve aos demais. Descubra a sua. A que lhe faz feliz, a que lhe traz paz. Se der para ser feliz e ter paz ao mesmo tempo, não esqueça de me contar, ok?  

E o que tem a ver esse palavrório com a Arquitetura? Tudo. Arquitetura é intenção, é ato, é reflexão. É ou deveria ser um ato generoso de repensar um futuro melhor, mais bonito, mais funcional e mais humano.

Faltou uma palavra nas mudanças, na vida, em tudo. Gratidão. Antes de resmungar e sair chutando latas, reflita sobre o tanto que você ainda tem. Ontem vi um filme, comédia brasileira, onde uma personagem estava falida e derramou para um tio multimilionário: tenho 36 anos, uma esposa grávida, dois filhos e não tenho dinheiro. E o tio, já muito velhinho e muito rico, lhe disse na lata: Troca? Eu daria toda a minha fortuna para ter 36 anos novamente, uma esposa e filhos para amar...

Fim do pano. As cortinas vão fechar nesse ato. Dê-se um intervalo para o cafezinho e reflita sobre o seu script. E se quiser reescrever, seja generoso consigo mesmo. E com o mundo.

Feliz 2014    

Fotos: Pinterest

* Tirado um livro que estou lendo:Desenvolvimento Sustentável e Gestão Ambiental nas cidades Estratégias a partir de Porto Alegre/ UFRGS Editora

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