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2013/07/07

Mercado Público de Porto Alegre - triste de ver

Quando ouvi os bombeiros passando por perto de minha casa, que é caminho para o centro, jamais poderia imaginar que seria para debelar um incêndio no Mercado Público de Porto Alegre. O Mercado é local de encontro, quem nunca marcou uma salada de frutas com sorvete por lá? E quem nunca comprou o peixe na semana santa? Ou foi buscar erva, especiarias, tudo o que se pode imaginar existe no Mercado. E a preços mais acessíveis. Não é a toa que é conhecido como coração de Porto Alegre.
Já tentaram demoli-lo, como também tentaram com o Gasômetro e sua chaminé, mas a população não deixou. Interessante como o Porto Alegrense é cioso de suas origens e seus bens culturais. Vide a Gonçalo de Carvalho que é considerada a Rua Mais Bonita do Mundo pela luta de seus moradores em conserva-la como a plantaram. 
Ver pela TV esse patrimônio pegando fogo me fez ficar muito emocionada. E com uma tristeza profunda. Mais ainda por ver pessoas discutindo ali, naquele momento, culpas. Prefeitura e Governo do estado tem sim suas parcelas de responsabilidades, que são muitas. Mas o momento é de mais que apontar acusações, resolver o que precisa ser resolvido para evitar futuras tragédias. Ontem li uma postagem de uma amiga carioca no Twitter que dizia que nós, no RS, não poderíamos estar sofrendo com as precariedades do combate ao incêndio, justo por termos tido uma tragédia recente no estado. Além de outro incêndio grande, por coincidência ao lado de minha casa.    
Paredes são reconstruidas, mas e a história? Me lembro que em um dos locais onde as chamas destruíram tudo, existia um memorial do Mercado. Placas originais, documentos, lembranças. Comércios que foram destruídos. Vidas inteiras que mudam num instante. Muito triste.
AQUI fotos da última reforma do mercado, onde pode-se ver a estrutura do telhado que ruiu ontem. 
Agora resta descobrir as causas do incêndio, que normalmente demoram tanto a aparecer que a gente até esquece ou é impactada por nova tragédia. 
E reconstruir. Que essa reconstrução seja símbolo de uma cidade que ama sua história. E que vai em busca das causas e aproveita para sana-las.

Fotos Elenara Stein Leitão

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