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2013/06/01

Uma casa velha na Sicilia - quem não quer?

Uma amiga me emprestou um romance. Fui na internet ler opiniões de outras pessoas sobre o livro. Quase todas elogiavam a história de amor, mas achavam enfadonho o inicio onde a autora descrevia os locais e principalmente os ambientes onde se passa a história.

A Sicília é aquele pedaço da Itália que parece a bola sendo chutada pela bota. Não sei quanto a vocês, mas eu sempre associava essa ilha com mafiosos, mulheres de preto quase sempre viúvas, cabras e montanhas. Ver O Poderoso Chefão só fez aumentar essa minha impressão. Quem pela primeira vez me falou das belezas da ilha foi um colega da Arquitetura que passou por lá, na volta de um Congresso da Polônia. Depois a sobrinha de outra colega que fez um curso em Taormina também teceu maravilhas. E ultimamente, nos almoços Clio sobre a Magna Grécia, mais vontade me deu de conhecer. 

Pois lendo o livro me encantou justo a descrição da villa onde se passa. Fiquei imaginando uma cozinha ampla, cheirando a cebola, alho e manjericão. Repleta de pães, queijos e azeites divinos. Com gente alegre e cantando.

E por isso me encantei com essa reforma de uma velha casa siciliana feita por Arturo Montanelli  
Não dá vontade de dar uma fugida para um local assim? Cada detalhe de combinação entre o antigo e o novo estão em perfeita harmonia.
Materiais rústicos recebem uma roupagem contemporânea e confortos modernos são adaptados, mas mantendo a magia e o charme do local.

 
"Sei que o castelo, as rosas e as malvas-rosa são ilusões provocadas pela insolação. A alucinação vai passar. Vamos voltar para o carro e nos afastar dessa loucura de silêncio e escárnio. Mas, enquanto a alucinação durar, quero dar uma boa olhada nesse lugar, onde os caules retorcidos das glicínias, jasmins e videiras cobrem uma pérgula, formando um compartimento sombreado, de cujas profundezas partem risos. Qual foi a última vez em que ouvi risos? Incluindo os meus?" (*)
 
"Então abre uma porta que dá para um grande aposento quadrado, com leve cheiro de tinta fresca. Paredes amarelas, um sofá em amarelo mais claro e duas poltronas azul-amareladas. Um espelho mosqueado em uma moldura dourada está pendurado sobre uma lareira de mármore branco. Ramos de alfazema estão amarrados em grandes feixes, colocados nos cantos do chão de mármore, ao lado das cadeiras, em cima de uma desbotada mesa dourada, e na lareira." (*)

 

"Vigas de madeira escura e maciça, a pouca altura, cobrem o chão de ladrilhos vermelhos, que deve medir mais de duzentos metros quadrados. Rústicas paredes de estuque foram pintadas com a mesma cor do trigo que ondula nos campos ao redor. Nas extremidades da cozinha, encontram-se duas estupendas lareiras, que, ladeadas pelas grandes patas de algum animal mitológico, esculpidas em pedra, lembram esfinges em chamas. Vejo três antigas pias de mármore, uma delas em forma de pia batismal. Há também um velho fogão de ferro forjado, um fogão de seis bocas e um novíssimo fogão verde-escuro, que parece não ser utilizado, já que todas as cozinheiras rodeiam os outros dois. Aparentemente, não existe nenhum aparelho elétrico, apenas prateleiras e mais prateleiras de facas e outros utensílios culinários. Duas longas mesas de trabalho estão posicionadas em cantos diferentes; quatro ou cinco mulheres trabalham em cada uma delas. Entro no recinto e digo permesso, com uma voz que ninguém escuta, por conta do barulho. Algumas me olham e sorriem; a maioria continua seu trabalho. Dou mais uns passos adentro..."(*)



(*) trechos do livro - Leia AQUI

Encontrei AQUI

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